A pitaya, popularmente conhecida como fruta-do-dragão, deixou de ser uma curiosidade exótica para se tornar uma peça-chave na suplementação alimentar e em dietas voltadas para o bem-estar no Brasil. Originária das Américas, a fruta encontrou no território brasileiro um solo fértil para a diversificação de espécies e o desenvolvimento de tecnologias que potencializam seus benefícios nutricionais. Além de sua aparência exuberante, o baixo teor calórico e a riqueza em compostos bioativos a posicionam como um alimento funcional de alto valor para o consumidor moderno.
Em entrevista ao podcast Agro de Primeira, a pesquisadora Adriana Castro, professora, doutora e coordenadora do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), fala sobre as características nutricionais da pitaya.
Um arco-íris de sabores e variedades
O mercado brasileiro dispõe de diferentes espécies, cada uma com perfis de sabor e características físicas distintas:
- Selenicereus undatus: É a mais cultivada no mundo, caracterizada pela casca vermelha e polpa branca, com frutos grandes e produtividade elevada.
- Selenicereus costaricensis: Apresenta casca e polpa vermelhas, destacando-se pelo alto teor de antioxidantes que conferem sua coloração intensa.
- Selenicereus megalanthus: Conhecida pela casca amarela com espinhos e polpa branca, é a favorita de quem busca doçura, possuindo o maior teor de açúcares entre as variedades.
- Selenicereus setaceus: A autêntica “pitaya-do-cerrado” ou “saborosa” é nativa do Brasil e oferece um equilíbrio perfeito entre doçura e acidez, o que lhe confere um sabor diferenciado.
A Embrapa também desenvolveu cultivares adaptadas ao clima nacional, como a BRS Lua do Cerrado e a BRS Granada do Cerrado, que garantem frutas de qualidade superior para o consumo in natura e industrial.
O papel da pitaya na saúde e na suplementação
Para quem busca controle de peso e nutrição eficiente, a pitaya é uma aliada estratégica. Com mais de 80% de água em sua composição, ela auxilia na hidratação e possui baixas calorias quando comparada a outras frutas tropicais como a banana ou o abacate.
Poder Antioxidante e Cardioprotetor
A polpa e a casca são ricas em betalaínas (betacianinas e betaxantinas), pigmentos naturais que atuam como moduladores de processos metabólicos, prevenindo doenças degenerativas e reduzindo o estresse oxidativo das células. Além disso, suas sementes são fontes valiosas de ácidos graxos essenciais, como os Ômegas 3 e 6, que auxiliam na redução do colesterol ruim (LDL) e possuem atividade cardioprotetora.
Saúde Digestiva e Prebiótica
A fruta também se destaca pela presença de oligossacarídeos, que possuem propriedades probióticas, estimulando o crescimento de bactérias benéficas no intestino. O óleo extraído das sementes ainda exerce uma ação laxante suave, contribuindo para o bom funcionamento do sistema digestivo.
Potencial Mineral e Vitamínico
O consumo de apenas 100g de polpa pode suprir parte significativa das necessidades diárias de Potássio, mineral essencial para o controle da pressão arterial e saúde muscular. A pitaia é também uma fonte importante de Vitamina C, apresentando teores semelhantes aos de frutas como o maracujá e a jabuticaba, o que reforça o sistema imunológico.
Com a expansão do cultivo orgânico, especialmente na região Sul do país, a pitaya reafirma sua vocação como uma opção de consumo sustentável e livre de resíduos químicos, consolidando-se como um item indispensável em qualquer rotina alimentar focada na longevidade e saúde integral.
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Fonte: primeirapagina






