Situado na região conhecida pelo título diferentão de Distrito 22@, bairro conhecido por reunir o mundo corporativo com formas arquitetônicas mais ousadas, o Mirador Torre Glòries ainda é uma atração pouco explorada por quem visita Barcelona. Inaugurado em 2022, foi o primeiro mirante da capital catalã a oferecer uma vista panorâmica de 360º da cidade. A experiência também conta com um percurso interativo que mergulha o visitante nos sons e imagens que compõem o cotidiano urbano da capital catalã.
O que esperar da vista
O mirante fica no arranha-céus conhecido anteriormente como Torre Agbar, um prédio polêmico desde sua inauguração em 2005 pelo formato fálico, que já foi comparado por críticos a um pepino, a um supositório ou a um vibrador. Após a mudança de nome e de donos, também vieram os investimentos para torná-lo um ponto marcante da cidade não só pelo lado de fora: foi quando o mirante saiu do papel.
Instalado em um dos pontos mais altos da Torre Glòries, o mirante ocupa a cúpula de vidro que coroa o edifício, hoje um dos mais icônicos prédios erguidos desde a virada do século na cidade, apesar das polêmicas. Com 144 metros de altura, a torre se impõe na paisagem tal qual um gêiser que brota do solo em direção ao céu – essa, aliás, era uma das referências dos arquitetos com o desenho que gerou tanta polêmica.
Projetada pelo arquiteto francês Jean Nouvel, a construção também foi inspirada nas formas arredondadas das montanhas de Montserrat. A fachada é composta por uma primeira camada de chapas de alumínio laqueadas em 26 cores, em tons que transitam entre o terroso, o vermelho, o azul, o verde e o cinza. Sobre ela, um segundo revestimento formado por 52.744 painéis de vidro translúcidos cria um efeito visual próximo de uma miragem.
O acesso ao mirante é feito por uma entrada lateral que leva ao subsolo, onde também é possível adquirir o ingresso. De lá, o visitante sobe ao 30º andar e encontra uma vista privilegiada de Barcelona, incluindo um ângulo singular da Sagrada Família.
No topo da Torre Glòries está ainda a instalação Cloud Cities Barcelona, criada pelo artista Tomás Saraceno. Suspensa no espaço, a obra convida o público a percorrer 113 “nuvens” interligadas por uma rede de seis quilômetros de cabos de aço tensionados e 5 mil nós de conexão. Em seu interior, uma seleção rotativa de livros sobre crise ambiental e arquitetura especulativa transforma a visita em um convite à contemplação e à reflexão.
Atrações interativas
Antes de chegar ao topo, no entanto, existe a possibilidade de passar por uma série de salas imersivas que estendem a experiência do mirante. Logo na primeira, um cubo de LED projeta imagens ao som de uma trilha sonora gerada em tempo real, com base em dados capturados pelas da Torre Glòries, ao assimilar as sonoridades presentes no fluxo agitado da cidade – portanto, cada visita é única nesse espaço.
Já na segunda sala, duas instalações exploram diferentes formas de traduzir Barcelona em sensações: a primeira, criada pelo artista Joan Sallas, apresenta esculturas de papel que simbolizam alguns dos muitos seres vivos que habitam a cidade. A outra se dá por meio de uma grande tela curva de LED que exibe, em tempo real, informações específicas sobre a cidade, como as temperaturas do ambiente e do mar, a velocidade do vento, ou ainda, o número de aviões que chegaram – ou saíram – da capital naquele dia.
Serviço
O Mirador Torre Glòries fica aberto diariamente, das 10h às 20h. As visitas são com hora marcada, de meia em meia hora (há um último horário às 20h15).
Os ingressos para o público geral custam € 18, com possibilidade de valores reduzidos para grupos específicos e gratuidade para crianças de até 12 anos. Reserva de bilhetes e outros modos de visitação podem ser consultados no site oficial.
Fonte: viagemeturismo





