Rondonópolis voltou a figurar entre as cidades mais quentes do país nesta semana, registrando marcas extremas de até 42,3°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O cenário de calor intenso tem reforçado a urgência de estratégias de arborização urbana para combater os efeitos das chamadas ilhas de calor — fenômeno em que o asfalto e o concreto absorvem a radiação solar e elevam a temperatura em áreas construídas.
Estudos ambientais apontam que vias arborizadas e com cobertura vegetal contínua podem registrar temperaturas até 8°C menores do que trechos descampados.
A redução do impacto térmico ocorre principalmente pelo sombreamento direto do solo e pelo processo de evapotranspiração, no qual as árvores liberam umidade no ar.
Efeitos práticos e avanço do plantio em Rondonópolis
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária (Semmaap) contabilizou o plantio de cerca de 50 mil árvores e mudas ornamentais em canteiros, praças e avenidas de Rondonópolis em um período de um ano e nove meses:
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Microclima e refrescamento: O bloqueio da radiação solar evita que a pavimentação retenha calor ao longo do dia e o devolva à atmosfera durante a noite;
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Qualidade do ar e saúde: A retenção de CO2 pela fotossíntese melhora a dispersão de poluentes e reduz atendimentos médicos relacionados à desidratação e ao estresse térmico;
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Economia de energia: Ambientes sombreados reduzem a necessidade de uso contínuo de ar-condicionado em imóveis residenciais e comerciais.
A ampliação do plantio urbano segue como medida prioritária para mitigar os picos de temperatura previstos durante a atual onda de calor no interior do estado.
Fonte: cenariomt





