Viajar de trem Ă© uma maneira prática e eficiente de circular por grande parte da Europa. Seja em linhas de alta velocidade que atravessam o mapa ou em trajetos regionais que poupam o trabalho de alugar um carro ou sair Ă caça de um Ă´nibus, eles costumam ser opções cĂ´modas para chegar aos lugares que realmente interessam quando vocĂŞ está em outro paĂs.
Mas, dependendo do lugar onde você está, o próprio trem pode se converter em uma atração a mais da viagem. São aquelas linhas que percorrem paisagens de grande beleza cênica, entre montanhas, diante de praias e atravessando cidadezinhas históricas, e que se convertem em um programa por si mesmo durante a estadia no Velho Continente.
Confira algumas das viagens de trem mais bonitas que podem ser feitas na Europa.
1. Bernina Express (SuĂça e Itália)

O Bernina Express conecta Chur (na SuĂça) a Tirano (na Itália) ao longo de 140 km que cruzam montanhas, lagos e, obviamente, as elevações dos Alpes. SĂŁo muitas idas e voltas que exigiram um feito da engenharia quando o comboio circulou pela primeira vez, em 1908: ao todo, o trem passa por 55 tĂşneis e ao menos 196 pontes. Saiba mais.
2. Glacier Express (SuĂça)

Quando o assunto Ă© desfrutar das paisagens de montanha, Ă© difĂcil superar o que a SuĂça tem a oferecer com seus trens pelos Alpes. O Glacier Express Ă© uma experiĂŞncia ainda mais focada na observação das montanhas do que o Bernina, que ainda tem uma pegada voltada ao transporte regular: conectando Zermatt e St. Moritz, o Glacier percorre 291 km em oito horas, e faz questĂŁo de destacar o lado bom de demorar tanto – Ă© o “expresso mais lento do mundo”, o que garante uma contemplação por mais tempo em seus janelões panorâmicos. Saiba mais.
3. Centovalli (SuĂça e Itália)

Já deu para perceber um padrĂŁo? A regiĂŁo da divisa entre SuĂça e Itália de fato conta com alguns dos trens mais bonitos da Europa. A atração, aqui, fica menos pela montanha, e mais pelos vales em meio Ă cordilheira – a pista já está no nome do trem, Centovalli, ou “cem vales”. A viagem de 2 horas (ou 52 km) conecta a suĂça Locarno Ă italiana Domodossola, cruzando uma sĂ©rie de vilarejos pitorescos. Saiba mais.
4. FlĂĄm Railway (Noruega)

A distância pode nĂŁo impressionar muito: a FlĂĄm Railway tem apenas 20 km de extensĂŁo. Mas essa pequena distância Ă© suficiente para garantir Ă linha o tĂtulo de ferrovia mais Ăngreme da Europa, com um desnĂvel de quase mil metros de altitude entre seus terminais.
É claro que esse caminho – que leva entre 50 e 60 minutos para ser percorrido inteiro – garante paisagens espetaculares, com vista para montanhas, quedas d’água e o vale que encerra o trajeto. Também há uma parada no meio do caminho para ver a cachoeira Kjosfossen, com 225 metros de altura. Saiba mais.
5. Le Train Jaune (França)

Você também vai encontrá-lo com o nome traduzido para o inglês como Yellow Train. O trenzinho amarelo funciona em outra cadeia montanhosa da Europa, neste caso, os Pirineus, próximo à fronteira com a Espanha. São 63 km de belezas nessa região, conectando as estações de Villefranche-de-Conflent a Latour-de-Carol, com 22 paradas pelo caminho. Uma das atrações do trem é o vagão aberto, sem cobertura, que dá a chance de ver as paisagens sem qualquer obstrução quando as condições climáticas permitirem. Saiba mais.
6. Transcantábrico (Espanha)

O Transcantábrico Ă© diferente dos outros trens dessa lista. Enquanto os demais podem ser um programa para um dia, esse trem de luxo no norte da Espanha Ă© uma viagem por si mesmo: alĂ©m de muito mais caro, seu trajeto conectando regiões do PaĂs Basco Ă GalĂcia leva uma semana. As paisagens e cidades histĂłricas visitadas por esse “hotel sobre os trilhos”, porĂ©m, incluem várias descidas dos vagões para caminhar e conhecer belezas naturais e histĂłricas dessa parte da PenĂnsula IbĂ©rica. Saiba mais.
7. Belgrado-Bar (Sérvia e Montenegro)

Uma linha relativamente recente, inaugurada em 1976, a conexĂŁo entre a capital Belgrado e o porto de Bar, na costa do Adriático, foi uma das grandes conquistas do transporte no que entĂŁo era a Iugoslávia. Ă€ Ă©poca, chegou a ser considerado a maior obra ferroviária da Europa apĂłs a Segunda Guerra. Mesmo com o colapso do paĂs, o trajeto de quase 500 km – que passa por 254 tĂşneis e 243 pontes – se manteve icĂ´nico quando a antiga repĂşblica se fragmentou.
Paisagens dramáticas atravĂ©s de trĂŞs cadeias montanhosas, descendo rumo ao belĂssimo litoral dessa parte dos BálcĂŁs, garantiram um interesse turĂstico permanente nessa linha que segue operando no transporte regular de passageiros. Apesar do grande interesse de visitantes, nĂŁo há um site oficial para compra de bilhetes antecipados: interessados devem tentar a sorte com agĂŞncias de viagem, sites que comercializam no mercado secundário ou (o mais indicado) adquirir diretamente em alguma das estações pelo caminho.
8. Odontotos (Grécia)

Curta e de tirar o fĂ´lego, essa linha percorre 22 km conectando as estações de Diakopto, no litoral, atĂ© Kalavryta, nas montanhas do Peloponeso. É mais uma opção que garante a beleza ao mesclar uma descida Ăngreme de montanhas atĂ© um litoral magnĂfico: com vista para os vales do rio Vouraikos e descendo atĂ© uma cidade que fica no Golfo de Corinto, Ă© uma forma de adicionar as cultuadas paisagens gregas a uma experiĂŞncia ferroviária que nĂŁo exige reservar muito tempo em seu planejamento: a viagem dura cerca de uma hora. Saiba mais.
Fonte: viagemeturismo





