Criado para preservar e expor a memória do sistema prisional fluminense, o Museu Penitenciário do Rio de Janeiro é um endereço ainda pouco conhecido por quem está de passagem pela cidade. Inaugurado em 1991, o espaço, ligado à Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro, tem como objetivo lançar luz sobre os processos que levaram à formação das prisões no estado.
Ao longo da visita, o público é levado a conhecer relatos que ajudam a entender, para além da lógica do cárcere, os efeitos produzidos por essas estruturas na sociedade. Confira detalhes.
O que esperar do museu
O museu abrange uma série de histórias que formaram o imaginário sobre as prisões cariocas, desde o início do século 19 até os dias de hoje, proporcionando um olhar crítico em relação às práticas e condutas penitenciais. O percurso passa pela criação do complexo penitenciário Frei Caneca, pelos presídios da Ilha Grande e por outros momentos marcantes do sistema penal no estado. O acervo ainda reúne fotos, livros, medalhas, placas, antigos aparelhos de comunicação e documentos de várias épocas.
Há ainda prontuários, laudos e arquivos históricos de presos políticos, além do acervo do Hospital Psiquiátrico Penal Heitor Carrilho, que inclui registros raros, muitas vezes consultados por estudiosos do Brasil e do exterior.
No complexo, o visitante também encontra um auditório e uma biblioteca voltada aos estudos sobre o sistema penal, usada por pesquisadores e interessados da área. Entre as obras do acervo, há livros de valor histórico, como um escrito por Cândido Mendes, o primeiro penitenciarista da história do país.
Como visitar
Na Rua Frei Caneca, 401, no bairro Catumbi, o museu ocupa uma área onde outrora se localizava o Complexo Penitenciário Frei Caneca, um dos mais antigos e mais conhecidos do país. Inaugurado em 1850 como Casa de Correção, o local foi desativado e implodido a partir de 2006.
Para quem está de visita na região central da cidade, o espaço fica a poucas quadras da famosa Praça da Apoteose, a parte final do complexo do Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
O museu abre de segunda a sexta, das 9h às 16h. Com entrada gratuita, as visitas mediadas devem ser marcadas de forma antecipada pelo e-mail museupenitenciariorj@gmail.com. Também é possível agendar consulta ao acervo de livros e documentos. Informações adicionais podem ser encontradas no site e no perfil oficial.
Fonte: viagemeturismo





