Turismo

Descubra a encantadora Chefchaouen, a cidade azul do Marrocos além das paredes pintadas

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026 word3

Chefchaouen fica a centenas de quilômetros de destinos mais consagrados entre os visitantes no Marrocos, como Marrakesh ou Casablanca. Ainda assim, a cidadezinha de 45 mil habitantes no norte do país, próxima ao Mediterrâneo, costuma ser incluída nos roteiros pela particularidade de ter praticamente todas as construções pintadas de azul.

Além do apelido de “Cidade Azul”, o local é mais conhecido como Chefchaouen, mas também é possível encontrar referências ao mesmo lugar como Chauen, Shafshawan, Accawen ou até a variedade em português de Portugal, Xexuão. A origem do nome é bérbere e significa “os cornos”, em referência a dois picos visíveis no horizonte.

Por que “Cidade Azul”?

O nome é um tanto autodescritivo: o apelido vem do fato de que a parte histórica da cidade, no bairro de Medina, tem suas casas e muros pintados no mesmo tom azulado. O verdadeiro motivo para isso é razão de controvérsia: há explicações religiosas, sanitárias e até econômicas para a história.

Na justificativa religiosa mais tradicional, o azul seria uma representação do céu, um lembrete da necessidade de viver de forma regrada para atingi-lo. Mas há quem diga que a moda pegou, mesmo, em função da crença de que esse tom de azul ajudaria a manter os mosquitos longe, empurrando-os para a casa dos vizinhos – o que fez com que ninguém quisesse ficar de fora da tendência, sob risco de virar o almoço favorito dos insetos.

rua-azul-chefchaouan

Os moradores ainda têm outra explicação para os turistas mais curiosos: embora seja verdade que a Cidade Azul já tivesse abraçado essa cor há muitos anos, ela não costumava ser tão azulada. O banho de tinta teria ocorrido pra valer a partir dos anos 1970, quando autoridades locais e moradores iniciaram um esforço ativo para manter as fachadas limpas e coloridas, de olho em atrair um crescente turismo que começava a ganhar corpo nas cidades litorâneas mais próximas, como Tânger e Tétouan.

O que ver em Chefchaouen

Caminhar pelas ruas estreitas do distrito histórico de Medina é o programa imperdível na Cidade Azul, onde a atração é a própria paisagem urbana com casinhas em estilo tradicional na cor que dá fama a Chefchaouen. Vale contratar um dos vários walking tours oferecidos por guias locais para conhecer um pouco mais da história e do cotidiano, incluindo passagens ao longo da Kasbah, a muralha da fortaleza que, em tempos idos, protegia a cidade de eventuais invasores.

Se o seu tour não chegar até lá, é uma boa ideia subir o morro (leva cerca de 25 minutos a pé) na direção da chamada “Mesquita Espanhola”, um templo abandonado que tem a melhor vista panorâmica da Cidade Azul. O lugar também é conhecido como Bouzafer, mas cuidado para não confundir com a Grande Mesquita de Chefchaouen, muito mais fácil de visitar por ficar perto da praça Uta El Hammam, um ponto turístico tradicional no lugar.

Aliás, para descansar as pernas e curtir a cidade ao nível do solo, essa praça é a melhor dica: rodeada por cafés e restaurantes que colocam suas mesas sobre a rua de paralelepípedos, ela proporciona uma boa maneira de apreciar o movimento na cidade e curtir um pouco mais do cotidiano local.

Fonte: viagemeturismo

Sobre o autor

Avatar de Redação

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.