A defesa do deputado estadual Faissal Calil (PL) negou que ele tenha recebido vantagem indevida, enriquecido ilicitamente ou participado de qualquer operação de lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Gemini, deflagrada nesta segunda-feira (8). O parlamentar é apontado pela Polícia Federal como possível “braço operacional” de um desembargador investigado em um suposto esquema de leilão de sentenças em Mato Grosso.
Em nota assinada pelo advogado Roger Fernandes, a defesa afirmou que recebeu “com tranquilidade” a decisão proferida no âmbito da investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e sustentou que as medidas autorizadas têm natureza cautelar e investigativa, sem representar denúncia, condenação ou reconhecimento de crime.
“É importante destacar que a decisão divulgada possui natureza exclusivamente cautelar e investigativa, não representando denúncia, condenação ou reconhecimento de prática criminosa por parte de qualquer investigado”, afirmou a defesa.
A nota também rebate a associação de Faissal a imagens de joias, armas e outros objetos divulgadas após a operação. Segundo a defesa, nenhum item ilícito ou relacionado às acusações foi encontrado na residência do deputado durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão.
“As imagens de joias, armas e outros objetos que circulam de forma descontextualizada na mídia, associadas ao nome do parlamentar, não pertencem ao deputado Faissal Calil e não foram apreendidas em sua residência”, diz a nota.
A defesa sustenta que, no caso de Faissal, a própria decisão não aponta recebimento de vantagem indevida, movimentação financeira suspeita, ocultação patrimonial ou participação em lavagem de dinheiro. Segundo o advogado, os elementos mencionados pela PF dizem respeito à atuação profissional do deputado em processos judiciais e a relações institucionais e profissionais anteriores.
“No que se refere ao deputado Faissal, a própria decisão não aponta o recebimento de qualquer vantagem indevida, enriquecimento ilícito, movimentação financeira suspeita, ocultação patrimonial ou participação em operações de lavagem de dinheiro”, afirmou.
Ainda conforme a defesa, o único item arrecadado pelas autoridades na residência do parlamentar foi o aparelho celular de uso pessoal. O equipamento, segundo a nota, foi entregue voluntariamente com todas as senhas e acessos solicitados.
“O único item arrecadado pelas autoridades foi seu aparelho celular de uso pessoal, disponibilizado voluntariamente acompanhado de todas as senhas e acessos solicitados, em demonstração de total colaboração e transparência com as investigações”, afirmou a defesa.
Fonte: Olhar Direto




