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Defesa de Carlinhos Bezerra solicita que empresário seja julgado sem algemas e uniforme de presidiário

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2026

– A defesa do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra solicitou à Justiça autorização para que ele participe do novo julgamento pelo Tribunal do Júri, marcado para esta sexta-feira (31), sem o uso de algemas e sem vestir uniforme do sistema prisional. O pedido foi protocolado nesta terça-feira (28) e aguarda decisão da juíza Mônica Catarina Perri, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.

Réu confesso pelos assassinatos da ex-companheira, Thays Machado, e do empresário Willian César Moreno, Carlos Alberto também requereu que o plenário disponha de equipamentos para a exibição de vídeos e demais provas, acesso à internet durante a sessão e a intimação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) para ciência dos novos documentos anexados ao processo.

Segundo os advogados, o material apresentado tem como finalidade permitir a abordagem de aspectos sociais e de circunstâncias relacionadas ao caso durante o julgamento, em conformidade com as garantias constitucionais da ampla defesa, sem desrespeitar a intimidade e a dignidade das vítimas.

O novo julgamento foi marcado após a sessão anterior, realizada na última terça-feira (21), ser interrompida em razão do abandono do plenário pelos defensores do empresário.

Na ocasião, a magistrada classificou a conduta como “inconcebível” e determinou que, caso os atuais advogados não compareçam à nova sessão, a Defensoria Pública assumirá a defesa do réu.

O Crime

O duplo homicídio ocorreu em janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá. De acordo com a investigação, Thays Machado, de 44 anos, e Willian César Moreno, de 30, haviam acabado de estacionar um veículo na garagem do prédio onde mora a mãe dela e aguardavam um carro por aplicativo quando foram surpreendidos por Carlos Alberto.

Conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), o empresário chegou dirigindo um Renault Kwid e efetuou diversos disparos. Thays foi atingida por três tiros, sendo dois nas costas e um no quadril. Já Willian foi baleado no braço esquerdo e no peito. Ele ainda tentou fugir, mas caiu na calçada e morreu no local.

Na época do crime, Thays era servidora do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Willian era empresário em São Paulo e mantinha um relacionamento com ela havia poucas semanas quando ambos foram mortos.

Fonte: odocumento

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