Cuiabá está em 4º lugar entre as capitais com maior consumo recente de maconha entre adolescentes de 13 a 17 anos. Já Mato Grosso aparece na 5ª posição entre os estados com maior prevalência, atrás apenas de Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Paraná.
Os dados são da 5ª edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada em 2024, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Ministério da Saúde e o apoio do Ministério da Educação (MEC) e divulgados esta semana.
Segundo o levantamento, a realidade de Mato Grosso e Cuiabá vai na contramão do restante de outros estados e capitais, cujo consumo dessa substância teve tendência de redução na experimentação de drogas em 2024.
Em relação ao consumo de maconha entre menores de idade, a capital mato-grossense só está atrás de Florianópolis, que ocupa o 1º lugar; Porto Alegre, o 2º e, Belo Horizonte, em 3º. Cuiabá está em 4º posição, a frente da cidade de São Paulo, que ficou em 5º lugar no uso da droga.
A pesquisa analisou o tabagismo através de quesitos que abordam a idade da experimentação e o uso recente de cigarro, narguilê, cigarro eletrônico (vaper, pod, e-cigarrette), maconha e outras formas de consumo do tabaco, além da forma de obter o produto e da exposição indireta.
Os resultados revelam que, em todo país, cerca de 29,6% dos estudantes de escolas públicas e particulares entre 13 e 17 anos já experimentaram o cigarro eletrônico, sendo as meninas as mais expostas a essa iniciação: 31,7%, contra 27,4% entre os meninos. Além disso, 26,3% usaram o produto nos últimos 30 dias.
Em contrapartida, os resultados indicam redução do uso de cigarro, álcool e drogas ilícitas entre 2019 e 2024.
O fenômeno do cigarro eletrônico tem chamado atenção dos pesquisadores pelo seu consumo cada vez mais cedo entre jovens, em função das essências com sabores variados e adocicados, que atraem este público, assim como o fácil acesso e compra desse produto.
A experimentação do cigarro eletrônico passou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024. Essa experimentação é mais frequente entre meninas (31,7%) que entre meninos (27,4%), e entre os escolares da rede pública (30,4%) do que os da rede privada (24,9%).
Esse crescimento se deu de forma generalizada em todas as Grandes Regiões do país, permanecendo as Regiões Centro Oeste (42,0%) e Sul (38,3%), com os maiores percentuais e as Regiões Nordeste (22,5%) e Norte (21,5%) com os menores.
Sobre a experimentação do cigarro, o percentual de escolares de 13 a 17 anos que fumaram cigarro alguma vez na vida foi de 18,5%, uma queda em relação a 2019 (22,6%).
Em relação ao uso atual do cigarro, pesquisado através do consumo de cigarros nos 30 dias anteriores à pesquisa, os resultados da PeNSE 2024 revelaram uma redução de 6,8% em 2019, para 5,6% em 2024.
A coleta dos dados foi feita por meio de questionários, em mais de 4 mil escolas em todo país, cujo período de pesquisa estendeu-se de abril a setembro de 2024.
A população-alvo da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – PeNSE 2024 foi formada por escolares do 7º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio, em escolas públicas e privadas do País.
Fonte: primeirapagina





