A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apresentou os dados atualizados da cobertura vacinal na capital, com foco nos resultados consolidados de 2025 e o início de 2026. O levantamento, atualizado no último dia 9 de fevereiro, revela um cenário de contrastes: enquanto as metas de imunização para bebês e grávidas foram superadas, a adesão às doses contra a Covid-19 em crianças menores de dois anos ainda preocupa as autoridades sanitárias.
Um dos principais destaques positivos é a vacina BCG, aplicada ao nascer para prevenir formas graves de tuberculose. Cuiabá registrou uma cobertura de 110,77%, índice que ultrapassa o total da população estimada de bebês na capital (9.059). Esse fenômeno ocorre porque a rede de saúde local absorve recém-nascidos de municípios vizinhos que buscam atendimento nas maternidades cuiabanas. Outro sucesso foi a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em gestantes, que atingiu 105,60%, garantindo proteção indireta contra bronquiolite e pneumonia para milhares de bebês.
Por outro lado, a Secretaria acendeu um alerta para a vacinação infantil contra a Covid-19. Entre as crianças menores de 2 anos, a cobertura está em apenas 9,50%, com apenas 568 doses aplicadas. O número indica uma resistência ou falta de informação entre as famílias, o que deve levar o município a intensificar a busca ativa e campanhas de conscientização para elevar esse patamar. No caso da febre amarela, a adesão foi considerada significativa, com quase 70% de cobertura entre o público de 9 meses a 59 anos.
Atualmente, Cuiabá mantém uma logística diversificada para atender a população. A vacina contra o VSR está disponível em todas as 70 Unidades de Saúde da Família (USFs) durante o pré-natal, enquanto o imunizante contra a febre amarela é ofertado às terças e quintas-feiras em 23 pontos estratégicos. Para as crianças, o município mantém postos fixos para a aplicação das versões Baby e Pediátrica da Pfizer, atendendo desde os 6 meses até os 11 anos de idade.
A SMS reforça que manter o cartão de vacina em dia é a estratégia mais eficaz para evitar surtos de doenças que já haviam sido controladas. Para receber as doses, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima portando documento pessoal e o cartão do SUS. A imunização é um direito individual, mas, acima de tudo, um ato de proteção coletiva que reduz drasticamente o número de internações e óbitos evitáveis na capital.
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Fonte: cenariomt






