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CST da Enfermagem apresenta relatório à ALMT sobre piso salarial e botão do pânico contra agressões

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A busca por respostas estruturais contra a violência nos plantões e pela consolidação de direitos trabalhistas históricos ganha um novo capítulo no Parlamento estadual. Nesta quinta-feira (28), no auditório Milton Figueiredo, a Câmara Setorial Temática (CST) da Enfermagem da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza a entrega formal de seu relatório anual de atividades. O documento consolida um ano de debates, auditorias e formulação de políticas públicas voltadas a enfermeiros, técnicos e auxiliares de saúde.

O relatório condensa propostas urgentes de proteção física aos trabalhadores nas frentes de urgência e emergência e traça diretrizes para destravar os repasses do piso nacional da categoria, que ainda enfrenta entraves burocráticos de aplicação em solo mato-grossense.

Plano de segurança prevê botão do pânico em UPAs e policlínicas para frear agressões

Um dos eixos de maior impacto imediato contidos no relatório é a expansão do Plano Estadual de Segurança aos Profissionais da Saúde. A medida propõe a implantação obrigatória do sistema de “botão do pânico” conectado diretamente às forças policiais em unidades de pronto atendimento (UPAs), policlínicas e hospitais municipais. A iniciativa foi desenhada após a CST compilar um volume alarmante de relatos envolvendo ameaças de morte, intimidações por parte de acompanhantes e agressões físicas reais sofridas pelas equipes de triagem e enfermagem no cumprimento do dever.

Além da segurança física, a comissão dedica um capítulo robusto ao avanço do Projeto de Lei 1993/25, que institui a campanha “Maio Verde Esmeralda” no calendário oficial do Estado, visando promover a conscientização social sobre a relevância e a proteção da categoria. “A enfermagem não pode ser lembrada apenas em momentos de crise sanitária; ela precisa estar fixada no centro das discussões sobre orçamento da saúde pública e valorização profissional”, asseverou a presidente da CST da Enfermagem, Merielly Nantes.

Os cinco pilares de urgência defendidos no relatório final da CST englobam:

  • Segurança nos Plantões: Ativação do botão do pânico e reforço de vigilância armada em postos críticos;
  • Garantia do Piso: Criação de leis municipais específicas para embutir o piso nacional direto no salário base;
  • Combate ao Burnout: Criação de dimensionamentos técnicos de pessoal para reduzir a sobrecarga e o duplo vínculo;
  • Educação Continuada: Destinação de verbas estaduais para programas de qualificação e especialização técnica;
  • Proteção à Saúde Mental: Canais de suporte psicológico para profissionais afetados pela rotina hospitalar.

Atrasos em complementações federais motivam pedido de leis municipais para blindar o piso

A regularização financeira continua sendo a principal queda de braço da categoria. Embora a Lei Federal 14.434/2022 emparceire o direito ao piso salarial, profissionais da rede pública de diversos municípios de Mato Grosso ainda relatam instabilidade e atrasos crônicos no recebimento dos valores complementares enviados pela União. Para solucionar a volatilidade, a CST atua na assessoria técnica de câmaras municipais para aprovação de leis locais que incorporem os valores fixos diretamente no holerite dos servidores.

Atualmente, o piso nacional estipula o pagamento de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares e parteiras, baseados em jornadas de 44 horas semanais. O relatório cita o município de Jaciara como um modelo de sucesso a ser replicado, onde a engenharia fiscal da prefeitura e a agilidade do legislativo local equalizaram os pagamentos sem comprometer a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), servindo de parâmetro para as demais cidades que alegam incapacidade financeira para atualizar as tabelas salariais.

Valores do Piso Nacional da Enfermagem Tabela de Referência Vigente (Jornada de 44h)
Enfermeiros (Ensino Superior) R$ 4.750,00 (Salário Base de Referência)
Técnicos de Enfermagem R$ 3.325,00 (Remuneração Mínima)
Auxiliares de Enfermagem e Parteiras R$ 2.375,00 (Proteção Legal da Categoria)
Meta de Inclusão no Holerite Vinculação por lei municipal para evitar atrasos

O relatório apresentado pela CST da Enfermagem na Assembleia Legislativa expõe que a valorização da categoria vai muito além de discursos de gratidão, evidenciando que implantar o botão do pânico e fixar por lei o pagamento do piso salarial são medidas urgentes para proteger quem cuida da população, embora prefeituras do interior aleguem dificuldades de caixa para arcar com o impacto financeiro de forma permanente. Você considera que as prefeituras de Mato Grosso deveriam cortar cargos comissionados e despesas de publicidade para garantir o pagamento imediato e integral do piso da enfermagem no holerite, ou acredita que o Governo do Estado deveria assumir o repasse complementar permanente para evitar o colapso financeiro das pequenas cidades? Participe do debate e deixe seu comentário abaixo.

Fonte: cenariomt

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