Pela primeira vez em mais de 500 anos de história, o Coro da Capela Sistina chega ao Brasil para uma turnê entre os dias 4 e 14 de julho. Considerado o coral mais antigo do mundo em atividade, a formação é responsável pela música das principais celebrações do Vaticano. A excursão passará por São Paulo, Campinas, Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro, com concertos gratuitos.
No palco, estarão 23 vozes adultas e 29 Pueri Cantores, grupo de garotos da Capela Sistina. O repertório percorre quinze séculos de história da música coral, do canto gregoriano às composições do século 20, incluindo obras executadas diante dos papas ao longo dos séculos e uma peça em português do Padre José Weber preparada para a turnê .
À frente do grupo está o monsenhor Marcos Pavan, paulista e primeiro maestro não italiano a comandar o coro desde sua criação. Pavan estudou canto lírico na capital paulista e se mudou para a Itália em 1991, onde foi designado maestro dos Pueri Cantores da Cappella Musicale Pontificia Sistina sete anos depois. Em 2020, o Papa Francisco o nomeou maestro-diretor do Coro do Papa (outro nome pelo qual o Coro da Capela Sistina é conhecido).
Os concertos em São Paulo e Brasília, financiados pela Lei Rouanet, contarão com acessibilidade física, tradução em Libras, audiodescrição e abafadores de ruído para pessoas neurodivergentes.
Além dos eventos abertos, o Coro da Capela Sistina realizará um concerto exclusivo para convidados no dia 13 de julho, em comemoração aos 80 anos da PUC-SP, no TUCA, o Teatro da Universidade Católica.
Um coro de seis séculos
As origens da Cappella Musicale Pontificia Sistina remontam aos séculos 6 e 7, mas foi em 1471, durante o papado de Sisto IV, que o coro ganhou sua estrutura e importância. Desde então, o conjunto é responsável pela música das principais celebrações do Vaticano e influenciou a tradição coral e a música ocidental nos séculos seguintes.
Ao longo de sua história, o conjunto reuniu grandes compositores católicos, como Guillaume Dufay, Josquin des Prez e Gregorio Allegri. As obras eram escritas especialmente para a acústica da Capela Sistina e influenciaram gerações de músicos em todo o mundo. Durante uma apresentação do Miserere, de Gregorio Allegri, em 1770, o então adolescente de 14 anos Wolfgang Amadeus Mozart transcreveu a obra de ouvido – até então a partitura era mantida em segredo pelo Vaticano. Hoje, é uma das peças mais executadas do mundo.
Serviço
Campinas
Onde? Catedral Metropolitana de Campinas – Praça José Bonifácio – Centro, Campinas.
Quando? Em 3 de julho, às 18h.
Quanto? Convites gratuitos já esgotados, mas a Secretaria Paroquial informou que os lugares vazios no dia do evento serão destinados a quem estiver na fila de espera a partir das 19h por ordem de chegada.
São Paulo
Sesc Pinheiros
Onde? R. Pais Leme, 195 – Pinheiros, São Paulo.
Quando? Em 4 de julho, às 12h.
Quanto? Entrada gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes do espetáculo.
Catedral da Sé
Onde? Praça da Sé – Sé, São Paulo.
Quando? Em 5 de julho, às 13h (missa seguida de concerto).
Quanto? Entrada gratuita sem a necessidade de ingresso, mas sujeito à lotação de 800 lugares.
Sala São Paulo
Onde? Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos, São Paulo.
Quando? Em 14 de julho, às 20h30.
Quanto? Entrada gratuita, com retirada de ingressos a partir de 7 de julho pelos canais da Sala São Paulo e na bilheteria presencial.
Curitiba
Onde? Capela Santa Maria Espaço Cultural – R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro, Curitiba.
Quando? Em 6 de julho, às 19h30.
Quanto? Ingressos a partir de R$ 5 na plataforma Zet já esgotados. Porém, ainda há opção de ver no telão externo com entrada gratuita reservada pelo site Guia Curitiba.
Brasília
Onde? Catedral Metropolitana de Brasília – Esplanada dos Ministérios – Plano Piloto, Brasília.
Quando? Em 9 de julho, às 19h (missa seguida de concerto).
Quanto? Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela plataforma Sympla.
Rio de Janeiro
Onde? Igreja Nossa Senhora da Paz – R. Visc. de Pirajá, 339 – Ipanema, Rio de Janeiro.
Quando? Em 10 de julho, às 19h30.
Quanto? Entrada gratuita.
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Fonte: viagemeturismo





