A Justiça de Mato Grosso manteve o regime de isolamento de Edgar Ricardo de Oliveira, condenado a mais de 136 anos de prisão pela chacina que matou sete pessoas em Sinop. A decisão da vice-presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, negou o recurso especial apresentado pela defesa e confirmou a permanência do preso em ala separada da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Ao analisar o pedido, a magistrada considerou que o convívio comum poderia representar risco à segurança interna, diante da alta periculosidade do custodiado. A decisão foi disponibilizada na quarta-feira (8).
A defesa sustentava que o isolamento seria ilegal e solicitava a transferência do detento do chamado “raio 8” para área de convívio comum. No entanto, conforme o entendimento do tribunal, a medida restritiva se justifica pelas circunstâncias do crime e pelo perfil do condenado.
De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 21 de fevereiro de 2023, após uma disputa em jogos de sinuca em um bar de Mato Grosso. Edgar, acompanhado de Ezequias Souza Ribeiro, retornou ao local horas depois e efetuou diversos disparos contra as vítimas.
Segundo a investigação, os dois utilizaram uma espingarda calibre 12 e uma pistola calibre .380. Após os homicídios, ainda subtraíram o dinheiro da aposta antes de fugirem em uma caminhonete. Sete pessoas foram mortas, entre elas uma criança.
Edgar foi preso, julgado e condenado, cumprindo pena em regime fechado na PCE. Já o comparsa Ezequias morreu posteriormente em confronto com forças policiais. Com a negativa do recurso, não há alteração imediata no regime de custódia do condenado.
Fonte: cenariomt





