Existe uma visão simplista e recorrente de que as oscilações climáticas provocadas pelo El Niño são preocupações restritas aos portões das fazendas. A máxima de que o fenômeno “só atrapalha o colono” ignora uma engrenagem sistêmica brutal: quando o clima castiga a lavoura ou altera o regime das águas, os efeitos se espalham em cascata, atingindo diretamente o prato, o emprego, o transporte e a inflação de quem vive nas grandes cidades.
Com o avanço do cenário previsto para o ciclo 2026/2027 — marcado por secas e calor intenso no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, e excesso de chuvas no Sul —, o impacto deixa de ser apenas agronômico e assume uma dimensão socioeconômica inegociável.
A inflação do supermercado e a quebra de rota
Fonte: cenariomt





