Uma onda amarela tomou conta das unidades da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá (SMS) nesta quinta-feira (10 de setembro).
No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, servidores públicos vestiram a cor símbolo da campanha para lembrar a população cuiabana de que pedir ajuda é o primeiro passo para salvar vidas.
A ação simbólica vem acompanhada do balanço de uma ampla reestruturação do setor na capital. Entre janeiro de 2025 e abril de 2026, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Cuiabá registraram 29.758 atendimentos, somando 2.724 novos pacientes acompanhados pela rede municipal.
Leitos inéditos no HMC e novas unidades nos bairros
O gargalo histórico no atendimento de urgência psiquiátrica começou a ser enfrentado com a criação de seis leitos exclusivos para pacientes psiquiátricos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) — medida aguardada há duas décadas. Divididos igualmente entre alas masculina e feminina, os leitos funcionam como retaguarda para pacientes em crise encaminhados pelo SAMU, Bombeiros ou CIOSP após estabilização inicial nas UPAs.
A infraestrutura nos bairros também avançou nos últimos meses:
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CAPS Adolescer Maria José da Silva Rado: Entregue em maio, focado no atendimento infantil e juvenil.
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CAPS II CPA IV (Dr. Júlio Strubing Müller Neto): Revitalizado em junho para atender moradores da região Norte.
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CAPS III Verdão (24 Horas): A obra — que estava paralisada desde 2024 — foi retomada e está na fase final com investimento de R$ 4 milhões. A previsão de entrega é novembro de 2026, com capacidade para 2.400 atendimentos mensais e leitos para permanência noturna.
“Nosso principal objetivo no Setembro Amarelo é lembrar que falar sobre saúde mental é falar sobre cuidado e sobre vida. A ampliação dos CAPS, a implantação do CAPS III Verdão e os novos leitos no HMC são exemplos concretos desse compromisso”, afirmou a secretária interina de Saúde, Loicy Cunha.
Onde e como buscar ajuda gratuita em Cuiabá
A porta de entrada para o acolhimento pode ser feita de maneira descentralizada na capital:
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Atenção Primária: As Unidades de Saúde da Família (USFs) recebem os casos iniciais e contam com o apoio das equipes eMulti (com psicólogos e assistentes sociais) para criar o Projeto Terapêutico Singular.
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Atendimento Especializado: Casos graves são direcionados aos CAPS para acompanhamento multiprofissional, oficinas terapêuticas e suporte familiar.
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Emergências e Crises: Em casos de risco iminente ou tentativa de suicídio, a orientação é procurar a UPA mais próxima ou acionar o SAMU pelo telefone 192.
Fonte: cenariomt





