Empresas prestadoras de serviço em Lucas do Rio Verde enfrentaram dificuldades para emitir notas fiscais nos primeiros dias de 2026, em meio às mudanças impostas pela reforma tributária e à obrigatoriedade de integração dos sistemas municipais com a plataforma federal do Governo. A instabilidade gerou transtornos, atrasos no faturamento e preocupação entre empresários que dependem diretamente da emissão do documento para manter as atividades em dia.
O problema teve início logo após o começo do ano, quando o novo modelo passou a exigir que os sistemas próprios dos municípios se comunicassem com a base nacional. Em Lucas do Rio Verde, essa adaptação resultou em falhas de compatibilidade e quedas no sistema, impedindo a emissão das notas fiscais eletrônicas por parte das empresas. A situação começou a ser normalizada apenas no dia 8 de janeiro, por volta do meio-dia.
O secretário municipal de Fazenda, Giovanni Rodrigues, explicou que o município precisou fazer adequações técnicas para atender às exigências da nova legislação. Segundo ele, a instabilidade não foi um caso isolado. “É uma mudança muito grande. Antes, até 31 de dezembro de 2025, apenas parte dos municípios utilizava essa integração. Agora é o Brasil todo. A plataforma apresentou falhas e travamentos”, relatou.
Em Lucas do Rio Verde, o impacto atingiu diretamente cerca de nove mil empresas prestadoras de serviço, entre microempresas, empresas de pequeno porte e outros regimes, que dependem da nota fiscal para faturar. Embora os tributos referentes a janeiro só vençam em fevereiro, o bloqueio temporário da emissão acabou afetando a rotina e o caixa de muitos negócios. “Para faturar, precisa ter nota. Isso foi o que mais prejudicou”, reconheceu o secretário.
De acordo com Giovanni, desde a estabilização do sistema, as falhas remanescentes estão sendo tratadas caso a caso, com apoio da empresa responsável pelo sistema utilizado pelo município. Um canal de suporte foi disponibilizado para atender os contribuintes que ainda enfrentam problemas, embora a alta demanda possa causar demora no atendimento. A expectativa, segundo ele, é que o funcionamento esteja completamente regularizado nos próximos dias.
Apesar de o problema afetar boa parte dos empresários, a Secretaria de Fazenda afirma que não houve prejuízo financeiro direto aos cofres públicos nem aplicação de penalidades aos contribuintes, já que os vencimentos dos impostos ainda estão distantes. “Nós entendemos a indignação de algumas pessoas, mas é uma exigência legal. O município precisa cumprir a lei, sob pena de sofrer sanções”, pontuou Giovanni.
O caso reacende o debate sobre os impactos práticos da reforma tributária no dia a dia de empresas e prefeituras, especialmente no período de transição. Em Lucas do Rio Verde, a promessa é de que os ajustes técnicos avancem rapidamente, mas o episódio evidencia como mudanças estruturais, mesmo necessárias, podem gerar efeitos imediatos na economia local.
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Fonte: cenariomt






