Em reunião do Comitê Gestor de Fertilizantes e Bioinsumos de Mato Grosso, realizada nesta terça-feira (12), conforme divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), foi debatido o Plano Nacional de Fertilizantes e aprovada a criação da Comissão de Fertilidade do Solo do Estado (CFS-MT), em Cuiabá (MT). O encontro reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reforçou a importância estratégica dos insumos para a segurança alimentar e a produtividade agrícola.
Contexto e diretrizes do Plano Nacional de Fertilizantes
O debate em torno do Plano Nacional de Fertilizantes integra uma agenda federal voltada à redução da dependência externa de insumos e ao fortalecimento da cadeia produtiva no campo. Durante a reunião, o representante do Mapa e do Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), José Carlos Polidoro, apresentou a estrutura da política nacional.
Segundo ele, o Plano Nacional de Fertilizantes ultrapassa o âmbito produtivo e se conecta à segurança alimentar do país. “Quando discutimos e estruturamos uma política nacional de fertilizantes, estamos falando também de segurança nacional e segurança alimentar”, afirmou.
Importância estratégica para Mato Grosso
Maior produtor agrícola do país, o estado de Mato Grosso demanda grandes volumes de fertilizantes para sustentar sua produção. Nesse cenário, o Plano Nacional de Fertilizantes é tratado como ferramenta estratégica para ampliar eficiência, competitividade e sustentabilidade no campo.
A secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, destacou que a discussão é essencial para o setor. “A discussão sobre fertilizantes é estratégica para Mato Grosso e para o Brasil”, afirmou, reforçando o papel do Plano Nacional de Fertilizantes na modernização do agro.
Criação da Comissão de Fertilidade do Solo
Durante o encontro, também foi aprovada a criação da Comissão de Fertilidade do Solo do Estado de Mato Grosso (CFS-MT), formada por especialistas indicados por instituições do setor. A coordenação ficará sob responsabilidade do engenheiro agrônomo Milton Moraes.
Entre as atribuições da comissão estão:
- Atualização de recomendações oficiais de correção e adubação do solo;
- Padronização de métodos de análise de solos e insumos agrícolas;
- Definição de prioridades de pesquisa em fertilidade e nutrição vegetal;
- Apoio técnico para políticas vinculadas ao Plano Nacional de Fertilizantes.
Segundo Milton Moraes, o uso eficiente dos insumos deve considerar também critérios econômicos. “Existe um limite em que o aumento da adubação ainda gera ganho de produtividade e retorno ao produtor”, destacou.
Impactos e perspectivas
O avanço do Plano Nacional de Fertilizantes em nível estadual reforça a integração entre políticas públicas e o setor produtivo. A expectativa é que a articulação entre governo e especialistas contribua para maior eficiência no uso de insumos e melhor planejamento agrícola.
O Comitê Gestor deve seguir acompanhando a implementação das diretrizes e o desenvolvimento de ações técnicas voltadas à sustentabilidade e à competitividade do agronegócio brasileiro.
Reportagem baseada em informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Quer acompanhar mais análises sobre o agro e políticas públicas? Continue explorando nossos conteúdos.
Fonte: cenariomt




