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Colheita e Plantio em Lucas do Rio Verde: Soja avança e Produtores se Preparam para Algodão

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O início de 2026 marca um período decisivo para o calendário agrícola em Lucas do Rio Verde e região. Com a colheita da soja começando a ganhar ritmo em áreas plantadas ainda na primeira quinzena de setembro, os produtores já se preparam para a implantação da segunda safra, especialmente do milho e do algodão, culturas que exigem atenção redobrada à janela de plantio e às condições climáticas.

Segundo o diretor executivo da Fundação Rio Verde, Rodrigo Pasqualli, o ano começa cercado pela expectativa natural do agricultor, que acompanha de perto o desempenho da colheita ao mesmo tempo em que planeja a próxima etapa do ciclo produtivo. De acordo com ele, propriedades que conseguiram realizar o plantio mais cedo já encerram o ciclo da soja e iniciam a colheita, abrindo espaço para a semeadura das culturas subsequentes.

No caso do algodão, Pasqualli destaca que o período atual é considerado estratégico. A janela ideal de plantio se estende do início de janeiro até, no máximo, a segunda quinzena do mês, sendo esse intervalo fundamental para garantir bom desenvolvimento da lavoura e maior potencial produtivo. “Estamos dentro da melhor janela para o plantio do algodão, que vai até aproximadamente o dia 20 de janeiro. Esse é um momento decisivo para o agricultor”, explica.

Apesar do avanço das operações no campo, os relatos de produtividade da soja são bastante variados. Conforme o diretor executivo da Fundação Rio Verde, algumas localidades enfrentaram problemas climáticos ainda no início do ciclo da cultura, especialmente a falta de chuvas durante a fase de formação das lavouras. Em outras áreas, no entanto, o regime hídrico foi mais regular, permitindo o desenvolvimento adequado das plantas.

Esse comportamento desigual do clima resultou em produtividades distintas dentro do próprio município e na região. Enquanto algumas lavouras apresentam resultados considerados satisfatórios, outras registram desempenho abaixo do esperado, acendendo um sinal de alerta para os produtores. “Tivemos reflexos bem diferentes. Há lavouras colhendo bem e outras nem tanto, e isso sempre gera preocupação com o clima daqui para frente”, observa Pasqualli.

A atenção agora se volta para as condições meteorológicas nas próximas semanas, período considerado crucial para a colheita da soja. De acordo com o diretor executivo da Fundação Rio Verde, a previsão indica ainda a ocorrência de nebulosidade e chuvas localizadas até o final da semana, o que pode gerar dificuldades operacionais no campo, como atrasos na colheita e aumento da umidade dos grãos.

A expectativa, no entanto, é de melhora nas condições climáticas a partir da próxima semana, com tempo mais estável e maior presença de sol. Esse cenário é considerado fundamental para o bom andamento da colheita, já que a soja necessita de temperatura elevada e menor umidade para completar adequadamente a maturação e permitir uma operação eficiente das colheitadeiras.

Para Pasqualli, o momento é de cautela e planejamento. Embora o início da colheita traga expectativas positivas, o comportamento do clima seguirá sendo determinante para o fechamento dos resultados da soja e para o sucesso da implantação das culturas de segunda safra. “O agricultor está sempre renovando essa esperança de que a colheita seja satisfatória e rentável. Agora, precisamos de tempo firme para concluir bem essa etapa e seguir com segurança para o próximo ciclo”, finaliza.

Fonte: cenariomt

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