O Projeto de Lei Complementar (PLP) 175/2024, que trata sobre as , foi aprovado em plenário da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira, 5. O texto é de autoria de Rubens Pereira Júnior (PT-MA) e relatoria de Elmar Nascimento (União Brasil-BA).
A proposta da Câmara sobre as emendas parlamentares resulta de acordo entre os Poderes Executivo e Legislativo para aprimorar as regras para execução do instrumento no Orçamento da União.
Segundo parecer do relator Elmar Nascimento, o texto visa a estabelecer diretrizes para a proposição e execução de emendas parlamentares, harmonizando-as com os princĂpios de responsabilidade fiscal e transparĂŞncia, conforme determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta estabelece os parâmetros em relação Ă s emendas de bancada, individuais e de comissĂŁo. O objetivo, segundo o relator, Ă© determinar “um marco no aperfeiçoamento da gestĂŁo orçamentária do paĂs”.
No caso das emendas de bancada, restringe-se o uso a investimentos estruturantes e ações prioritárias, com um nĂşmero mĂnimo do instrumento para cada bancada e um limite mĂnimo de valor para cada ação, com intuito de garantir investimentos robustos.
As emendas individuais também passam a ter requisitos adicionais de transparência. Determina-se transferências registradas no sistema no sistema transferegov.br, incluindo planos de execução e cronogramas detalhados. A medida deve facilitar o monitoramento pelos Tribunais de Contas e pelo próprio Legislativo, alinhando-se ao pedido do STF de mais fiscalização.
Já para as emendas de comissão, o projeto direciona que pelo menos 50% dos recursos sejam aplicados na saúde. O texto determina ainda que esses instrumentos tenham objetos claramente definidos, impedindo destinações genéricas que podem dispersar recursos.
Outro ponto importante Ă© o ajuste no fator de correção das emendas parlamentares impositivas, que agora terĂŁo tratamento igual Ă s demais despesas primárias sujeitas aos limites da Lei Complementar 200/2023.Â
O projeto também cria regras para bloqueio do instrumento, para assegurar que, em casos de restrição orçamentária, o corte ocorra proporcionalmente em todas as despesas discricionárias.
Com objetivo de evitar manipulações na análise de emendas, o PLP impõe que os ĂłrgĂŁos responsáveis sigam a ordem cronolĂłgica das propostas, responsabilizando gestores por possĂveis atrasos. O projeto nĂŁo impacta diretamente as finanças da UniĂŁo, uma vez que seu caráter Ă© normativo.
Fonte: revistaoeste




