Os três candidatos ao Governo de Mato Grosso que participaram do primeiro debate das eleições de 2026, nesta terça-feira (18), promovido pelo portal Primeira Página, da Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), avaliaram o confronto na saída do evento e projetaram como deve ser a campanha. Natasha Slhessarenko (PSD), Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) comentaram os embates registrados durante o encontro e defenderam, em diferentes medidas, a apresentação de propostas ao eleitor.
Natasha avaliou que o debate é importante para que os candidatos se apresentem e mostrem suas propostas, mas lamentou que parte do encontro tenha sido marcada por confrontos entre os concorrentes. Segundo ela, a população está cansada de brigas e precisa conhecer os candidatos para decidir o voto.
“Foi muito importante. O debate é um momento ali das pessoas conhecerem os candidatos, saberem quem são, para que vieram, principalmente, para cada um mostrar as suas propostas. Mas, infelizmente, os outros dois candidatos começaram ali a ficar discutindo e se degladiando um com o outro. Enfim, mas eu vim aqui para me apresentar”, declarou.
A candidata também defendeu uma campanha baseada no diálogo e nas propostas e afirmou que pretende usar os próximos debates, além de mídia digital e sabatinas, para ampliar sua exposição ao eleitorado.
“A população tá cansada, a população realmente tá exausta de falsas promessas, a população tá cansada de briga, nosso estado tá aí afundado num mar de escândalos e corrupção. E a população precisa conhecer para saber votar direito”, disse.
Pivetta, por outro lado, afirmou que pretende evitar novos confrontos e concentrar sua participação na apresentação de propostas. O candidato disse que recebeu ataques durante a pré-campanha, mas que pretende responder com trabalho.
“Da minha parte eu vou evitar, né? Vou evitar porque o povo quer ouvir propostas e eu e a Gisela [Simona] formamos uma dupla que tenho certeza vamos governar Mato Grosso como nunca foi antes”, afirmou.
Em outro momento, Pivetta afirmou que considera os ataques recebidos como parte do ambiente político, mas classificou alguns deles como “covardes” e “improcedentes”.
“Tenho recebido bastante ataques. Eu vou responder com trabalho […] primeira responsabilidade que eu tenho hoje é governar Mato Grosso, eu estou governando Mato Grosso, né? Então, eu tenho essa responsabilidade. Os ataques muitos são covardes, né? Improcedentes. Mas a política é isso”, disse.
Já Wellington Fagundes afirmou que considera os embates parte do processo democrático e disse preferir tratar os demais candidatos como adversários, e não concorrentes. Durante o debate, o senador foi alvo de críticas de Pivetta, mas afirmou que continuará apresentando suas propostas.
“Momento democrático. Eu sempre disse que quanto mais candidatos melhor. Porque aí cada um pode colocar as suas ideias, né? O eleitor soberano vai decidir secretamente”, declarou.
Questionado sobre a possibilidade de a campanha seguir marcada por ataques e contra-ataques, Fagundes afirmou que não pretende adotar essa postura e voltou a defender seu projeto para o Estado.
O candidato também afirmou que pretende priorizar, caso eleito, áreas como serviço público, habitação, infraestrutura, saúde e educação. Entre as propostas citadas está o pagamento do RGA atrasado aos servidores públicos e a realização de mutirões para obras e serviços.
Fonte: leiagora





