Porém, um novo concorrente começa a tirar o sono da montadora.
A disputa não é mais apenas por autonomia ou tecnologia.
Agora, eficiência energética entra no centro da decisão de compra e é aí que o jogo começa a mudar.
Logo abaixo, o Garagem360 traz mais detalhes sobre esse cenário. Acompanhe!
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Por que a BYD deve se preocupar com o novo rival?
Os dados mais recentes do Inmetro, por meio do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), mostram uma evolução clara dos elétricos no país.
Os modelos compactos já superam 60 km/le em uso urbano, um nível que não encontra equivalente em carros a combustão ou híbridos.
No topo da lista está o BYD Dolphin Mini, com consumo energético de 0,39 MJ/km e eficiência de 60,6 km/le na cidade.
Logo ao lado aparece o Geely EX2, com os mesmos 0,39 MJ/km e 60,1 km/le.
Na prática, isso coloca os dois modelos em um empate técnico em eficiência, consolidando o avanço dos elétricos compactos no Brasil.
Eficiência próxima, disputa real
Apesar dos números praticamente idênticos, o detalhe faz diferença. O modelo da BYD ainda leva uma leve vantagem no uso urbano, mas a diferença é mínima e abre espaço para concorrência direta.
Logo atrás, surge um segundo grupo com consumo de 0,42 MJ/km. Aqui entram o BYD Dolphin GS 180EV e o Geely EX5 Pro.
Mesmo com o mesmo consumo energético, o desempenho em km/le já não é igual.
O modelo da BYD continua mais eficiente na cidade, o que mostra como pequenos ajustes técnicos fazem diferença no resultado final.
O que explica essas diferenças?
O próprio PBEV deixa claro: eficiência não depende só do consumo energético bruto.
Alguns fatores influenciam diretamente:
- Peso do veículo
- Calibração do sistema elétrico
- Eficiência do conjunto motriz
Ou seja, dois carros com o mesmo MJ/km podem entregar resultados diferentes no uso real. Isso explica por que a vantagem da BYD ainda existe, mesmo com números tão próximos.
Autonomia não segue a mesma lógica
Outro ponto importante é que eficiência e autonomia não caminham juntas.
O Geely EX5 Pro, por exemplo, passa dos 400 km de alcance. Mesmo assim, não é o mais eficiente energeticamente.
Isso acontece porque a autonomia depende principalmente da capacidade da bateria, enquanto a eficiência está ligada ao consumo por quilômetro.
Na prática, um carro pode rodar mais, mas consumir mais energia no processo.

Geely EX2 – Foto: divulgação
O novo cenário dos elétricos no Brasil
Os dados reforçam uma tendência clara: os modelos compactos continuam sendo os mais eficientes do mercado.
Por outro lado, veículos maiores começam a encontrar um equilíbrio melhor entre autonomia e consumo, mesmo com alguma perda em eficiência energética.
Nesse cenário, o avanço do Geely EX2 chama atenção. Ele encosta diretamente no líder.
A BYD ainda lidera com folga, mas o cenário já não é mais confortável. O avanço do Geely EX2 mostra que a disputa entre elétricos compactos está ficando mais equilibrada.
Com eficiência praticamente igual e proposta competitiva, o novo hatch entra no radar do consumidor e também no da concorrência.
Agora, a dúvida que fica é direta: esse desempenho vai se transformar em vendas ou vai parar só nos números técnicos? Comente!