As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo acelerado desde março de 2025, com volumes mensais superando a marca de 200 mil toneladas. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, apenas nos quatro primeiros meses de 2026, o país embarcou 953,606 mil toneladas da proteína, um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2025 e quase 30% acima do registrado no primeiro quadrimestre de 2024.
O destaque fica para abril de 2026, quando o volume exportado atingiu 251,944 mil toneladas — o maior já registrado para o mês em toda a série histórica. O desempenho reforça a forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, impulsionada, principalmente, pela China.
O país asiático segue como principal destino da proteína nacional. Somente em abril, foram adquiridas 135,472 mil toneladas, um aumento expressivo de 32,8% em relação a março. No acumulado do quadrimestre, as compras chinesas somam 460,888 mil toneladas, avanço de 19,3% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, apesar do cenário positivo, o ambiente externo pode se tornar mais desafiador nos próximos meses. Entre os fatores de atenção estão possíveis limitações impostas pela China, como cotas de importação, e medidas adotadas pela União Europeia.
Recentemente, o bloco europeu divulgou uma lista de países que atendem às exigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos em produtos de origem animal — e o Brasil ficou de fora. Ainda assim, o impacto tende a ser limitado, já que as exportações brasileiras para a União Europeia representam, em média, cerca de 4% do total.
Mesmo diante dessas incertezas, o mercado global segue com oferta restrita de carne bovina, o que pode continuar sustentando a demanda pelo produto brasileiro no cenário internacional.
Fonte: cenariomt




