O avanço das bombeiras militares em Mato Grosso dentro do Corpo de Bombeiros Militar foi celebrado neste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, conforme divulgado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT). A instituição destaca que, após 25 anos da entrada das primeiras mulheres na corporação, o efetivo feminino já soma mais de 200 bombeiras militares atuando em atividades operacionais, administrativas e de gestão estratégica em diferentes regiões do estado.
O marco histórico da presença das bombeiras militares em MT remonta ao ano de 2001, quando três oficiais ingressaram na corporação durante o comando do coronel da reserva Clarindo Vicente de Figueiredo Filho. Dois anos depois, em 2003, a instituição formou a primeira turma feminina de praças, ampliando o acesso das mulheres à carreira militar no estado.
Trajetória feminina na corporação
Segundo o CBMMT, o ingresso das mulheres representou uma mudança estrutural na instituição. Conforme apurado pela reportagem, a presença feminina passou a crescer gradualmente ao longo das últimas duas décadas, refletindo transformações institucionais e políticas de inclusão dentro da corporação.
“Os resultados estão aí, demonstrando a competência e a capacidade administrativa e operacional das mulheres em diversos segmentos da corporação”, afirmou o coronel da reserva Clarindo Vicente de Figueiredo Filho, que comandava o CBMMT quando ocorreu a abertura para o ingresso feminino.
Hoje, as bombeiras militares em MT também ocupam cargos de liderança. Um dos marcos dessa trajetória ocorreu em 2021, quando a coronel Luciana Bragança Brandão da Silva tornou-se a primeira mulher a alcançar o posto máximo da carreira militar dentro da instituição.
Em declaração oficial, a coronel destacou os desafios enfrentados ao longo da carreira. Segundo ela, a construção de políticas internas e mudanças culturais foi fundamental para consolidar o espaço das mulheres no Corpo de Bombeiros.
Desafios e conquistas operacionais
A presença das bombeiras militares em MT também avançou em áreas tradicionalmente ocupadas apenas por homens. Um exemplo citado pela corporação é o da major Tamara Karoline Lopes Secotti, primeira oficial mulher a concluir o Curso de Especialização em Salvamento em Altura (Cesalt).
Segundo a major, o ingresso nesse tipo de formação exigiu persistência diante de resistências iniciais dentro da própria estrutura militar. Hoje, no entanto, a realidade é considerada diferente, com mais mulheres participando de cursos operacionais e especializações técnicas.
A coronel Vivian Rizziolli Côrrea, integrante do primeiro grupo feminino da corporação, avalia que o avanço das mulheres dentro da instituição é resultado do esforço coletivo de diversas gerações. Para ela, cada conquista ajudou a abrir caminhos para novas profissionais.
Nova geração de bombeiras
A presença feminina também cresce entre as novas turmas em formação. De acordo com o CBMMT, o atual Curso de Formação de Soldados Bombeiro Militar conta com grande participação de mulheres, muitas delas inspiradas por profissionais que já atuam na corporação.
A 1ª sargento Kleidiane Lanuzza de Lima Ferreira, que atua na coordenação da formação de soldados, afirma que a diversidade contribui para aprimorar o atendimento prestado à população.
Além das militares já em atividade, novas integrantes devem reforçar o efetivo em breve. Na última sexta-feira (6), a corporação publicou o chamamento oficial para mais nove alunas-soldado que integrarão uma nova turma do Curso de Formação de Soldados.
Dados sobre a presença feminina no CBMMT
- Primeiras mulheres ingressaram na corporação em 2001
- Primeira turma feminina de praças formada em 2003
- Mais de 200 bombeiras militares atualmente no estado
- Mulheres já ocupam cargos de comando e liderança
- Novas alunas-soldado foram convocadas em 2025
Contexto institucional
De acordo com dados institucionais do Corpo de Bombeiros Militar, a ampliação da presença feminina acompanha um movimento observado em diversas corporações militares brasileiras nas últimas décadas, com abertura gradual de vagas e cursos especializados para mulheres.
O CBMMT afirma que a presença das bombeiras militares em MT fortalece o atendimento operacional, amplia perspectivas dentro da gestão pública e contribui para tornar a instituição mais representativa da sociedade.
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Fonte: cenariomt






