Policiais penais identificaram duas ocorrências envolvendo substâncias com características semelhantes à maconha durante a entrada de visitantes na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, no domingo (18), conforme informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT). Os casos foram registrados às 10h e às 11h, durante inspeções com equipamento de body scan, e envolveram duas mulheres que são cônjuges de pessoas privadas de liberdade.
Segundo a Sejus-MT, os equipamentos de inspeção eletrônica apontaram objetos suspeitos na região íntima das visitantes. Após serem questionadas pelas equipes de segurança, as duas retiraram voluntariamente os invólucros, que continham materiais com características semelhantes à maconha.
As mulheres e os materiais apreendidos foram encaminhados à Central de Flagrantes de Cuiabá. A secretaria informou que foi solicitada perícia para identificar as substâncias, etapa necessária para confirmar a composição do material recolhido.
Como ocorreram as apreensões
As duas ocorrências foram registradas em um intervalo de uma hora, durante o procedimento de controle de acesso à unidade prisional. O body scan permite a inspeção eletrônica de pessoas sem depender exclusivamente de uma revista visual, auxiliando as equipes na identificação de objetos que possam representar riscos à segurança.
De acordo com as informações oficiais, a identificação dos materiais ocorreu durante a triagem de visitantes. A retirada voluntária dos invólucros aconteceu após o questionamento dos policiais penais. Não foram divulgados detalhes sobre a quantidade de substância apreendida, nem informações sobre eventuais medidas judiciais posteriores.
Importância da inspeção eletrônica
A utilização do body scan integra os procedimentos de controle de acesso ao sistema penitenciário. A tecnologia auxilia na identificação de objetos suspeitos e pode reduzir a necessidade de procedimentos invasivos, conforme as características do equipamento e os protocolos adotados pela unidade.
Na Penitenciária Central do Estado, a Sejus-MT afirma que a combinação entre inspeção eletrônica e atuação técnica dos servidores contribui para impedir a entrada de materiais ilícitos. Substâncias proibidas dentro de presídios podem comprometer a segurança e dificultar o controle das atividades nas unidades.
A confirmação da natureza do material, porém, depende do resultado da perícia solicitada. Até essa identificação, a descrição adequada é a de substância com características semelhantes à maconha, sem tratar a suspeita como resultado pericial definitivo.
Procedimentos legais e investigação
O encaminhamento à Central de Flagrantes permite que a ocorrência seja formalizada e avaliada pelas autoridades competentes. A classificação jurídica dos fatos depende das circunstâncias apuradas, dos elementos reunidos e da legislação aplicável.
A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) estabelece regras para a execução das penas e a organização do sistema prisional. Já a eventual responsabilização por condutas relacionadas a substâncias ilícitas exige análise dos fatos e das provas, não sendo possível concluir pela prática de um crime apenas com base na identificação inicial de um material suspeito.
Até o momento, as informações divulgadas pela Sejus-MT não detalham a quantidade apreendida, os resultados da perícia ou o andamento de possíveis procedimentos posteriores. Esses dados são relevantes para esclarecer o desfecho das duas ocorrências.
Transparência e acompanhamento
A redação do CenárioMT organizou as informações com base no comunicado da Secretaria de Estado de Justiça. A confirmação da composição das substâncias depende do exame pericial, e não há, nos dados fornecidos, informação sobre eventual conclusão da investigação.
Novas informações oficiais poderão esclarecer os resultados dos exames e as providências adotadas pelas autoridades. O acompanhamento de comunicados dos órgãos responsáveis é uma forma de verificar a evolução do caso sem antecipar conclusões.
Reportagem baseada nas informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT). Os materiais foram descritos como substâncias semelhantes à maconha, com perícia solicitada para identificação.
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Fonte: cenariomt





