Cuidar da mente vai além do consultório tradicional e ganha novos contornos no Sistema Único de Saúde em Cuiabá. Nesta quinta-feira (10 de setembro) — data em que se mobiliza o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio no Setembro Amarelo —, a Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS) reuniu pacientes em uma manhã focada no bem-estar emocional, tendo a Biodança como grande destaque.
A prática utiliza uma combinação de música, expressão corporal e convivência em grupo para trabalhar sentimentos, diminuir o estresse e promover o equilíbrio entre corpo e mente.
Para o terapeuta holístico Luiz Edmundo da Silva, o movimento conduzido pela música abre caminhos para que as pessoas se reconectem consigo mesmas e com quem está ao redor:
“A Biodança proporciona uma experiência de conexão com o próprio corpo e com o outro. A música e o movimento ajudam a criar um ambiente de expressão, convivência e acolhimento, contribuindo para o equilíbrio emocional e para uma melhor qualidade de vida”, explicou o terapeuta.
Rede de apoio e escuta que transforma vidas
As terapias integrativas do SUS têm sido uma ferramenta crucial no processo de reabilitação física e psicológica de muitos cuiabanos. É o caso de Maria Aparecida Souza, de 62 anos, que encontrou na URPICS um ponto de apoio fundamental durante a recuperação de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Depois do AVC, precisei aprender a olhar para mim de uma maneira diferente. Participar das atividades tem sido importante para minha recuperação e também para me sentir acolhida. É um momento em que consigo relaxar, conversar e cuidar um pouco mais de mim”, relatou Maria Aparecida.
Além da Biodança, a unidade mantém semanalmente rodas de Terapia Comunitária Integrativa (TCI) e encontros de Arteterapia. As reuniões acontecem às terças-feiras (manhã e tarde) e às sextas-feiras (período da manhã).
Durante as sessões, os participantes compartilham histórias de vida em rodas de conversa acompanhadas de um café da manhã terapêutico feito com alimentos naturais e livres de ultraprocessados.
“É um espaço de escuta e troca. Cada um compartilha suas dores e vivências, e assim criamos uma rede de apoio psicossocial muito forte”, apontou a arteterapeuta Chrissie Takemura Iwakura.
Equipe multiprofissional e atendimento gratuito
A secretária interina de Saúde, Loicy Cunha, reforçou a importância de oferecer caminhos diversificados de cuidado dentro da rede municipal:
“Cuidar da saúde também significa olhar para o bem-estar emocional. As práticas integrativas oferecem momentos de acolhimento, convivência e escuta, fortalecendo o cuidado integral”, destacou a secretária.
A estrutura da URPICS conta com uma equipe multidisciplinar formada por terapeutas holísticos, psicólogo, assistente social, enfermeira, farmacêutica, arteterapeuta e médico homeopata.
Como participar dos atendimentos na URPICS
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Acesso: Qualquer pessoa maior de 18 anos pode buscar o serviço, mesmo que não faça uso de medicação controlada. Não é obrigatório ter encaminhamento, mas a unidade também recebe pacientes vindos de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
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Atendimento inicial: Todo usuário passa por uma triagem com um terapeuta para identificar seu perfil e direcionar para a prática mais adequada.
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Rodas abertas (Terças e Sextas): Para participar das sessões de Arteterapia e Terapia Comunitária Integrativa (TCI), basta comparecer diretamente à unidade nos horários das atividades.
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Agendamentos e informações: Realizados exclusivamente via WhatsApp oficial da unidade.
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Valor: Atendimento 100% gratuito via SUS.
Fonte: cenariomt





