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Benefícios de adicionar fibras à dieta: veja os cuidados necessários!

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Depois do foco nas proteínas, chegou a vez de as fibras dominarem as redes sociais. A tendência conhecida como fibermaxxing incentiva aumentar o consumo de alimentos ricos nesses compostos e, em alguns casos, recorrer até a suplementos para ultrapassar a recomendação diária.

A proposta tem seu lado positivo: a maioria das pessoas ainda consome menos fibras do que deveria. O problema começa quando a pressa substitui o equilíbrio. Exagerar na quantidade ou fazer essa mudança de uma vez pode provocar justamente o efeito contrário ao esperado, com prisão de ventre, gases, distensão abdominal e desconforto digestivo.

Na prática, o fibermaxxing consiste em distribuir alimentos ricos em fibras ao longo do dia, priorizando frutas, verduras, legumes, grãos integrais, sementes e leguminosas. O objetivo é atingir — ou superar — a recomendação diária, que gira em torno de 25 a 30 gramas para adultos.

Por que as fibras são importantes?

As fibras são carboidratos de origem vegetal que não são digeridos pelo organismo. Elas chegam praticamente intactas ao intestino, onde desempenham funções essenciais.

Existem dois tipos principais. As fibras solúveis se dissolvem em água e formam um gel que ajuda a controlar os níveis de glicose e colesterol. Já as insolúveis aumentam o volume das fezes e favorecem o funcionamento do intestino.

Como boa parte da população ainda não alcança a quantidade recomendada, incentivar alimentos naturalmente ricos em fibras pode representar uma melhora importante na qualidade da alimentação.

O que você ganha ao consumir mais fibras?

Quando o aumento acontece de forma gradual, os benefícios aparecem em diferentes sistemas do organismo:

Intestino mais regulado — As fibras facilitam o trânsito intestinal, aumentam o volume das fezes e ajudam a prevenir a prisão de ventre.

Controle da glicemia — Principalmente as fibras solúveis retardam a absorção dos carboidratos, reduzindo os picos de açúcar no sangue após as refeições.

Redução do colesterol LDL — Elas diminuem a absorção de colesterol e gorduras no intestino, contribuindo para a saúde cardiovascular.

Mais saciedade — Como retardam o esvaziamento do estômago, prolongam a sensação de satisfação e podem ajudar no controle do peso.

Proteção contra doenças crônicas — Dietas ricas em fibras estão associadas a menor risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns problemas intestinais.

Quando o excesso vira problema

Mais fibras nem sempre significam mais benefícios. O intestino precisa de tempo para se adaptar ao aumento do consumo. Quem exagera de uma hora para outra pode desenvolver gases, cólicas, sensação de barriga estufada e, curiosamente, até prisão de ventre, principalmente quando a ingestão de água é insuficiente.

Em quantidades muito elevadas, as fibras também podem reduzir a absorção de minerais como ferro, cálcio e zinco. Cada organismo responde de forma diferente aos tipos de fibra, por isso é essencial observar os sinais do corpo.

Pessoas com síndrome do intestino irritável, doença inflamatória intestinal ou outras condições digestivas merecem atenção especial. Nesses casos, alguns tipos de fibras podem agravar sintomas como dor abdominal, diarreia, excesso de gases ou constipação, tornando importante uma orientação individualizada.

Como aumentar as fibras sem exagerar

O caminho mais seguro é simples: fazer mudanças graduais e priorizar alimentos naturais.

No café da manhã, aveia, frutas com casca, pães integrais, chia e linhaça já elevam a quantidade de fibras. No almoço e jantar, vale trocar arroz e massas refinados pelas versões integrais, além de incluir feijão, lentilha, grão-de-bico, verduras e legumes. Nos lanches, frutas, nozes, castanhas e sementes ajudam a completar a meta diária.

Outro cuidado indispensável é beber água. As fibras dependem da hidratação para exercer seu efeito corretamente. Sem líquido suficiente, elas podem endurecer as fezes e piorar a prisão de ventre.

O fibermaxxing pode ser uma tendência positiva justamente porque incentiva um consumo maior de alimentos vegetais. Porém, o benefício aparece quando há equilíbrio. Em vez de perseguir números altos de fibras, vale mais investir em uma alimentação variada, rica em frutas, verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas — combinação que continua sendo a estratégia mais eficiente para proteger a saúde a longo prazo.

*Com informações de reportagem publicada em 18/08/2025

Fonte: uol

 

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