As vereadoras Samantha Iris (PL) e Maysa Leão (Republicanos) protagonizaram uma troca de farpas acalorada durante a sessão da Câmara de Cuiabá, nesta quinta-feira (5). O embate teve o estopim após críticas da republicana a problemas estruturais da cidade e seu incentivo para que mais parlamentares assinassem pedido para criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). O clima esquentou quando Maysa reagiu ao pedido de fala da liderança, feito logo após seus apontamentos e autorizado pela presidente Paula Calil (PL).
“Temos falado muito em regimento interno e eu me fiz o trabalho de estudar o regimento interno desta Casa que muitas vezes têm sido violada. A fala do grande expediente pertence ao vereador. Eu tenho o direito de vir aqui e dizer o que eu penso da gestão pública, reclamar dos bairros que não são atendidos (…), sem ser depois com a prerrogativa de ‘pela liderança’ desmentida, atacada e é o que nós temos visto nesta liderança ”, declarou Maysa.
“A liderança fala de campanha, fala de quem apoiou, chama de mentiroso. Quantas vezes foi dito aqui ‘não é verdade o que a vereadora Maysa falou’. Tudo que eu falo aqui eu trago vídeo, eu trago fiscalização”, completou.
Na sequência, a vice-líder do prefeito na Casa e primeira-dama da capital, Samantha Iris, solicitou o direito de fala para defender a gestão municipal quanto à necessidade de instauração da CPI. Maysa, no entanto, discordou da permissão concedida por Paula Calil e interrompeu por vezes a fala da parlamentar liberal. “Questão de ordem, presidente, tem que falar da gestão, ela não está falando da gestão”, pediu. O pedido não foi acatado. “Vereadora Maysa, deixa a vereadora falar”, respondeu Paula.
Ao concluir sua manifestação, Samantha afirmou: “A denúncia feita pelo próprio prefeito no dia 9 de janeiro foi respondida pelo Ministério Público como improcedente, foi arquivada. ‘Ah, mas não mandou documento’, não tem documento é boato. Ele disponibilizou os dados dele e de quem estivesse ao alcance deles”.
Por fim, a vereadora também destacou que a Secretaria Municipal de Obras divulga regularmente os trabalhos de tapa-buracos e reparos realizados nas vias da capital.
De acordo com o artigo 103 do Regimento Interno da Câmara, inciso 1º, “É concedido ao Líder do Prefeito, durante o expediente, salvo quando houver orador na tribuna, e por prazo nunca superior a 05 (cinco) minutos, o uso da palavra para fazer comunicação urgente ou responder a críticas dirigidas contra a política que defende”, diz o trecho.
Já em relação ao grande expediente, o artigo 125 estabelece que o vereador inscrito não pode ser interrompido. O dispositivo também prevê que “A Câmara poderá destinar o grande expediente para pronunciamento de Secretários, de representante do Governo ou da sociedade organizada sobre assunto de interesse público, a critério do Presidente ou mediante requerimento de Vereador aprovado pela maioria absoluta do Plenário”, embora não deixe claro se esse tempo pode ser utilizado pelo líder do Executivo.
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Fonte: leiagora






