O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com uma valorização acima da inflação oficial, impulsionado principalmente pelo dinamismo das cidades do litoral catarinense e pela recuperação de preços em grandes capitais. Dados do Índice FipeZAP divulgados na terça-feira (6) mostram que Balneário Camboriú (SC) se manteve no topo da lista das cidades com imóveis que detêm o metro quadrado mais caro do Brasil.
O preço médio de venda de imóveis residenciais em Balneário Camboriú atingiu R$ 14.906 por metro quadrado em dezembro de 2025. Um apartamento padrão de 50 m² na cidade catarinense custa, em média, cerca de R$ 745 mil.
A hegemonia de Santa Catarina no setor de alto padrão é reforçada pela segunda posição do ranking entre os imóveis mais caros, ocupada pela cidade vizinha de Balneário Camboriú: Itapema, onde o metro quadrado chegou a R$ 14.843.
No cenário nacional, o levantamento — que monitora 56 cidades — apontou uma alta média de 6,52% nos preços de venda ao longo de 2025. O índice supera a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), estimada em 4,18% para o período. Isso representa um ganho real de 2,24% para os proprietários e investidores de imóveis no último ano.
O domínio catarinense e as capitais valorizadas
O “top 5” das cidades mais caras do país evidencia a força do mercado imobiliário em Santa Catarina. Além de Balneário Camboriú e Itapema nas duas primeiras posições, Itajaí (4º lugar, R$ 12.848/m²) e a capital Florianópolis (5º lugar, R$ 12.773/m²) figuram entre os locais com maior custo para aquisição de moradia.
A única “intrusa” neste grupo é Vitória (ES), que aparece em terceiro lugar geral e ostenta o título de capital mais cara do país, com o metro quadrado avaliado em R$ 14.108. Entre as metrópoles, São Paulo aparece na sexta posição do ranking geral (R$ 11.900/m²), seguida pelo Rio de Janeiro em nono (R$ 10.830/m²) e Belo Horizonte em décimo (R$ 10.642/m²).
Salvador dispara em valorização
Se o Sul lidera em preço absoluto, o Nordeste foi destaque em ritmo de crescimento. Salvador (BA) registrou a maior valorização entre todas as capitais pesquisadas em 2025, com um salto de 16,25% nos preços. Outras capitais também apresentaram altas expressivas, bem acima da média nacional:
- João Pessoa (PB): +15,15%
- Vitória (ES): +15,13%
- São Luís (MA): +13,91%
- Fortaleza (CE): +12,61%
Na ponta oposta, Brasília (DF), Goiânia (GO) e Aracaju (SE) tiveram os menores reajustes, ficando abaixo da inflação do período, o que configura uma queda real nos preços nessas localidades.
O que explica a alta no setor?
Especialistas apontam que o desempenho positivo do setor imobiliário, mesmo diante de uma taxa de juros elevada (Selic), foi sustentado pela resiliência do mercado de trabalho e pelo aumento da renda média das famílias em 2025. A percepção é que, embora o financiamento tenha ficado mais oneroso, a demanda se manteve aquecida em nichos específicos e regiões com forte apelo turístico ou de qualidade de vida.
As 10 cidades com imóveis mais caros do Brasil por m²
- Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906
- Itapema (SC): R$ 14.843
- Vitória (ES): R$ 14.108
- Itajaí (SC): R$ 12.848
- Florianópolis (SC): R$ 12.773
- São Paulo (SP): R$ 11.900
- Barueri (SP): R$ 11.696
- Curitiba (PR): R$ 11.686
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.830
- Belo Horizonte (MG): R$ 10.642
Fonte: Índice FipeZAP com dados de dezembro de 2025.
Fonte: gazetadopovo






