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Bactéria Salmonella encontrada em criações de peixes em Mato Grosso: o que você precisa saber

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2026

A bactéria Salmonella foi identificada em mais de 31% de amostras coletadas em viveiros de peixes nativos em Mato Grosso, que é um dos principais polos de produção aquícola do país. Os dados, foram divulgados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) nesta terça-feira (24).

Segundo o estudo, realizado em viveiros do Centro-Oeste, os monitoramentos microbiológicos detectaram o patógeno em 88% das propriedades avaliadas no estado. Os dados acendem um alerta para a necessidade de reforço na vigilância e biossegurança nos ambientes de criação das espécies.

Conforme Fabíola Fogaça, coordenadora da pesquisadora que atua na Embrapa do Rio de Janeiro (RJ), quando pontos críticos de contaminação são identificados ainda no início da proliferação bacteriana, é possível adotar medidas preventivas que reduzam os riscos ao alimento.

O estudo foi feito em viveiros no Pantanal e Cerrado mato-grossenses, abrangendo 184 amostras de peixes, águas dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais silvestres e domésticos presentes nas áreas de cultivo.

As análises microbiológicas seguiram protocolos internacionais e foram confirmadas por testes moleculares, permitindo identificar a ocorrência da bactéria Salmonella spp. – identificada em dez sorotipos diferentes, com níveis moderados de resistência a alguns antibióticos, apesar da não detecção de cepas multirresistentes.

Além disso, a análise indicou que as vísceras dos peixes apresentaram as maiores taxas de detecção, e que a ocorrência do patógeno foi mais alta no período seco, sugerindo influência de fatores ambientais e de manejo na dinâmica da contaminação.

Esses resultados, como explicam os pesquisadores, permitiram identificar pontos críticos ao longo da fase de produção e fornecer bases para o desenvolvimento de protocolos de biossegurança voltados à piscicultura brasileira.

Outro estudo, também realizado pela Embrapa, analisou 55 cepas da bactéria Salmonella encontradas em tambatingas — peixe híbrido do tambaqui criado em cativeiro — para verificar a reação a antibióticos usados na medicina. A espécie faz parte do segundo maior grupo produtivo do país.

Os resultados mostram que nenhuma das amostras apresentou tipos mais associados a surtos graves em humanos, como Typhi, Enteritidis ou Typhimurium. Além disso, todas responderam aos antibióticos testados, o que indica baixo risco de resistência nas condições avaliadas.

Apesar disso, a pesquisadora explica que o resultado não significa, necessariamente, que o produto final será contaminado, já que o controle sanitário e processamento industrial, além do cozimento adequado, podem reduzir ou eliminar o risco.

Como evitar a contaminação?

Na prática, a contaminação microbiológica do pescado pode ocorrer ainda na fase de produção, nos viveiros, podendo ser significativamente reduzida na indústria, segundo a pesquisa, que contou com apoio dos professores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Eduardo Figueiredo e Luciana Savay-da-Silva.

A segurança final do alimento depende também do armazenamento adequado e do preparo correto pelo consumidor – etapas fundamentais para prevenir a contaminação alimentar.

O fato dos viveis serem de fácil acesso a alguns pássaros e animais silvestres, como jacarés e capivaras, além de animais de criação como suínos, e domésticos como cachorros e gatos, pode explicar o contágio do solo e da água dos tanques de criação analisados na pesquisa.

Outro ponto que explica a contaminação é a passagem dos peixes por frigoríficos, onde a primeira etapa é a lavagem com água hiperclorada, seguida pela retirada de vísceras e guelras.

“Estudos em laboratório e também em escala piloto já demonstraram que seria mais eficiente invertermos essas etapas, sendo interessante primeiro a retirada das vísceras e guelras, ainda em uma área suja, e depois a lavagem hiperclorada”, esclarece Savay-da-Silva.

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Como evitar contaminação ao consumir pescado

Mesmo que o pescado tenha sido exposto a microrganismos durante a produção, cuidados simples na cozinha reduzem o risco de contaminação alimentar praticamente a zero.

1. Armazenamento

  • Mantenha o pescado refrigerado (até 4 °C) ou congelado.
  • Evite deixar o produto fora da geladeira por longos períodos.

2. Evite contaminação cruzada

  • Separe peixe cru de alimentos prontos para consumo.
  • Utilize facas, tábuas e utensílios diferentes para alimentos crus e cozidos.
  • Lave bem as mãos, utensílios e superfícies após manipular o pescado cru.

3. Cozimento seguro

  • Cozinhe completamente o pescado (temperatura interna acima de 70 °C).
  • Evite consumir peixe cru ou mal cozido sem um selo de inspeção sanitária.

4. Higiene na cozinha

  • Descarte líquidos da embalagem e higienize a pia após o preparo.
  • Prefira sempre produtos de origem inspecionada.
Fonte: Embrapa

O que é Salmonella?

Salmonella (Salmonellose) é uma bactéria da família das Enterobacteriaceae que causa intoxicação alimentar e em casos raros, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte. 

A transmissão pode ocorrer por meio da ingestão de alimentos contaminados com fezes de animais, normalmente de galinhas, porcos, répteis, anfíbios, vacas e até mesmo em animais domésticos, como cachorros e gatos.

Qualquer alimento que venha desses animais ou que tenha entrado em contato com suas fezes podem ser consideradas vias de transmissão da bactéria, que pode causar dois tipos de doença, dependendo do sorotipo: salmonelose não tifóide e febre tifoide.

Fonte: primeirapagina

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