Cinco dias após a ação militar conduzida pelos Estados Unidos com o objetivo de retirar Nicolás Maduro do poder, o governo da Venezuela ainda não apresentou números oficiais sobre mortos, feridos ou a dimensão total dos danos provocados pelos ataques a Caracas e aos estados de Aragua, La Guaira e Miranda.
As informações confirmadas até a noite de terça-feira indicam ao menos 58 mortes ocorridas no sábado, quando tropas estadunidenses invadiram o território venezuelano, atingiram pontos estratégicos e capturaram o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cília Flores. Ambos foram levados à força para um centro de detenção temporária em Nova York.
Entre as vítimas estão 32 militares cubanos responsáveis pela segurança presidencial, 24 integrantes das Forças Armadas venezuelanas e pelo menos duas civis já identificadas.
Uma das vítimas civis é Rosa Elena Gonzáles, de 80 anos, moradora das proximidades da Academia Militar da Armada Bolivariana, em La Guaira. Ela ficou gravemente ferida após sua residência ser atingida durante o bombardeio e morreu no hospital. O sepultamento ocorreu na segunda-feira, com a presença de familiares, amigos e jornalistas.
A outra vítima civil identificada é a colombiana Yohana Rodríguez Sierra, de 45 anos. A confirmação da morte foi feita pelo presidente da Colômbia, Gustavo Petro. Ela vivia havia mais de dez anos na Venezuela e morreu após um míssil atingir a área residencial onde morava, no município de El Hatillo, em Miranda.
Ao comentar o episódio, o presidente colombiano afirmou que o ataque resultou na morte de uma mãe colombiana inocente, classificando a operação como ilegal no âmbito internacional.
Nesta terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana destacou que a ação ocorreu sem autorização do Congresso dos Estados Unidos e sem aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O governo cubano também divulgou imagens dos 32 militares mortos, classificando a ofensiva como um ato de terrorismo de Estado.
Durante um evento político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que houve mortes do lado adversário, incluindo cubanos, e declarou que não houve baixas entre os militares norte-americanos. Segundo ele, a operação foi bem-sucedida do ponto de vista tático.
Embarcações no Caribe
A ofensiva militar também tem sido associada a mortes em ataques contra pequenas embarcações no Mar do Caribe, sob a justificativa de combate ao tráfico internacional de drogas.
Desde setembro de 2025, pelo menos 115 pessoas teriam morrido em bombardeios a 35 embarcações, o que pode elevar para 173 o total de vítimas fatais atribuídas às ações militares dos Estados Unidos na região em menos de cinco meses.
Imagens divulgadas pelo próprio Departamento de Defesa norte-americano indicam que, na maioria dos casos, os tripulantes não tiveram chance de se render. Entre as vítimas está o colombiano Alejandro Carranza, de 42 anos, morto em setembro de 2025. Autoridades dos EUA alegam envolvimento com narcotráfico, enquanto familiares afirmam que ele exercia atividade de pesca.
Em novembro, o governo colombiano informou que ingressou com uma ação na Corte Interamericana de Direitos Humanos em nome da família de Carranza, classificando o caso como a morte de um pescador atingido por um míssil.
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Fonte: cenariomt






