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Astrônomos registram falha em manobra de Swift para evitar reentrada na Terra

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2026

A missão para salvar o telescópio espacial Swift de uma reentrada na atmosfera terrestre não terá o desfecho esperado. Em 19 de agosto, a NASA confirmou que a espaçonave robótica LINK não conseguirá capturar e elevar o observatório, lançado em 2004.

O projeto recebeu US$ 30 milhões e foi criado como uma tentativa inédita de recuperar a altitude do Swift. Sem a operação, a previsão é que o telescópio volte a entrar na atmosfera ainda em 2026, encerrando uma trajetória científica que já dura quase 22 anos.

Por que o Swift perdeu altitude?

O Swift foi lançado em 20 de novembro de 2004 para estudar explosões de raios gama, eventos que estão entre as maiores liberações de energia conhecidas no Universo. A missão original previa apenas dois anos de atividade, mas o observatório permaneceu em operação por mais de duas décadas.

O desgaste da órbita ocorreu de forma gradual. Mesmo em altitudes baixas, os satélites ainda sofrem a ação de partículas da atmosfera. Esse contato produz um pequeno arrasto, que reduz a altitude ao longo do tempo.

Nos últimos anos, a maior atividade solar aqueceu e expandiu as camadas superiores da atmosfera. Com isso, o arrasto sobre o Swift aumentou e acelerou a perda de altitude. Como o observatório não possui um sistema próprio para recuperar a órbita, a tendência tornou-se difícil de reverter.

Missão de resgate durou poucos meses

Em setembro de 2025, a NASA concedeu US$ 30 milhões à Katalyst Space Technologies para desenvolver uma solução de resgate. O prazo era curto: a empresa teria menos de nove meses para projetar, construir, testar e lançar uma nave capaz de alcançar o Swift e alterar sua órbita.

O plano, porém, enfrentou problemas logo no início da missão. Duas das três rodas de reação responsáveis pelo controle de orientação do LINK pararam de funcionar. O sistema de pequenos propulsores também apresentou perda de capacidade.

Com as falhas, a espaçonave começou a girar e passou a enfrentar períodos de comunicação irregular com a Terra. A equipe conseguiu reduzir a rotação de cerca de 9 graus por segundo para aproximadamente 1,47 grau por segundo e implementou um novo software de controle.

Apesar da recuperação parcial, os problemas restantes elevaram o risco de uma tentativa de captura. Por isso, a operação para prolongar a vida orbital do Swift foi descartada.

LINK ainda poderá realizar testes

O LINK não será simplesmente abandonado. NASA e Katalyst ainda pretendem realizar uma aproximação do Swift como demonstração tecnológica. A ideia é testar operações de encontro e voo próximo e reunir dados para futuras missões de manutenção orbital.

Para o Swift, entretanto, não existe atualmente outro plano de resgate anunciado. A expectativa oficial continua sendo uma reentrada na atmosfera em 2026. Outras missões em atividade deverão ajudar a compensar parte da perda científica causada pelo fim do observatório.

Data da reentrada pode mudar

Um relatório técnico da NASA já havia estimado a reentrada do Swift em 2026 sob condições médias de atividade solar. O estudo, porém, destacou que pequenas alterações nas previsões sobre o comportamento do Sol podem modificar de forma significativa a data prevista.

A análise também não calculou especificamente a área que poderia receber eventuais destroços nem o risco de vítimas associado à reentrada do observatório. Por isso, a data exata e as condições do fim da missão ainda estão sujeitas a mudanças.

Fim de uma missão histórica

O destino do Swift marca o encerramento de uma missão que superou amplamente a expectativa inicial. Criado para funcionar por dois anos, o telescópio passou quase 22 anos estudando algumas das explosões mais violentas do Universo.

Em vez de receber uma nova órbita e ganhar mais tempo para pesquisas, o observatório deve concluir sua missão com a reentrada atmosférica. A tentativa do LINK, ainda que malsucedida, poderá deixar conhecimento útil para futuras operações de manutenção e recuperação de satélites.

Fonte: cenariomt

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