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ANTT confirma: Free Flow continua ativo nas rodovias e desmente boatos

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2026

No Dia da Mentira, celebrado em 1º de abril, uma série de boatos e informações distorcidas sobre o sistema de pedágio eletrônico por livre passagem, conhecido como Free Flow, ganhou força nas redes sociais e aplicativos de mensagens. Entre os boatos, estavam alegações de que multas teriam sido canceladas ou que o modelo estaria sendo abandonado — o que foi categoricamente negado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo a agência, não houve qualquer cancelamento, anulação ou suspensão de multas por evasão de pedágio. O pagamento da tarifa continua obrigatório, e o sistema segue plenamente em funcionamento nas rodovias brasileiras.

A ANTT esclarece que o que está em análise no âmbito do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) é apenas uma medida técnica e temporária para prorrogar o prazo de integração entre sistemas tecnológicos até dezembro. A possível decisão não altera a obrigatoriedade do pagamento nem interfere na validade das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Na prática, isso significa que a infração por evasão de pedágio continua vigente. Motoristas que passam pelos pórticos de cobrança devem realizar o pagamento dentro do prazo estipulado para evitar sanções.

O sistema Free Flow, além de ativo, está mais estruturado e transparente, conforme destaca a ANTT. O modelo conta com regras claras que permitem o pagamento antes, durante ou após a passagem, além de múltiplos meios disponíveis, como PIX, cartão e canais digitais ou presenciais. Também há garantias ao usuário, como prazos sem encargos antes de 30 dias e ressarcimento em dobro em caso de cobrança indevida.

Dados apresentados pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) em audiência pública na Câmara dos Deputados indicam que a inadimplência do sistema está dentro dos padrões internacionais e tende a cair à medida que o modelo se consolida no país.

Durante o debate, o presidente da entidade, Marco Aurélio Barcelos, rebateu a ideia de que a ampliação do sistema elevaria os custos para os usuários. “Mais pórticos significam maior distribuição da cobrança e, no fim, tarifas mais equilibradas. Mais pessoas pagam, mas pagam menos”, afirmou.

A lógica do Free Flow está justamente na proporcionalidade: o valor cobrado considera o trecho efetivamente percorrido, tornando o sistema mais justo e eficiente. Além disso, elimina filas em praças de pedágio e melhora a fluidez do tráfego.

Já consolidado em diversos países, o modelo representa uma das principais modernizações da infraestrutura rodoviária brasileira. Segundo a ANTT, ajustes em curso fazem parte do aprimoramento natural da política pública, com foco em ampliar a integração tecnológica, facilitar o pagamento e fortalecer a comunicação com os usuários.

Diante da circulação de informações falsas, o órgão reforça: o Free Flow não foi cancelado, as multas seguem válidas e o pagamento continua sendo obrigatório.

Fonte: cenariomt

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