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Análise do Feminicídio em Municípios de Mato Grosso: Estudo de Campo da CST

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2026

Como identificar falhas no combate à violência contra mulheres? A Câmara Setorial Temática (CST) de Enfrentamento ao feminicídio decidiu aprofundar essa resposta com visitas técnicas a 19 municípios de Mato Grosso.

Durante a segunda reunião de trabalho da CST, realizada na Assembleia Legislativa, foram apresentados dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público, mostrando que, entre 2022 e 2025, foram registrados 185 feminicídios consumados e mais de 750 tentativas no estado. Apenas em 2025, já são 45 casos.

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Com base nesses números, cidades como Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Barra do Garças foram indicadas como prioritárias devido ao volume de crimes e ao rápido crescimento populacional.

Diferenças entre municípios orientam o diagnóstico

A presidente da CST destacou que os locais incluem tanto os maiores índices quanto os menores, permitindo comparar realidades distintas e identificar o que funciona no enfrentamento à violência de gênero.

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  • Municípios com economia forte, como Sinop e Sorriso, reúnem alta incidência de crimes urbanos e influência do crime organizado.
  • Regiões mais estruturadas na rede de atendimento, como Barra do Garças, apresentam menor reincidência de agressões.

As equipes serão formadas para trabalho in loco, com orçamento a ser apresentado à Mesa Diretora.

Mulheres negras são as principais vítimas

Pesquisadoras reforçaram que o feminicídio atinge sobretudo mulheres negras e em vulnerabilidade social. Elas representam cerca de 66% das vítimas no estado, muitas sem autonomia econômica, o que amplia o risco e dificulta a denúncia.

Especialistas defenderam maior escuta da sociedade civil e mapeamento dos territórios com maior incidência de violência, para fortalecer políticas públicas específicas.

Por que a ação é relevante?

O estudo busca entender se políticas existentes funcionam, quais redes de apoio são eficazes e onde estão as falhas. A expectativa é que os resultados orientem estratégias para reduzir mortes e salvar vidas.

E você? Acredita que políticas de proteção às mulheres têm sido suficientes? Comente sua opinião!

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Fonte: cenariomt

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