A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou 2026 em estado de alerta máximo contra as arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Logo na primeira Semana Epidemiológica (SE 01), o município já registra sete notificações de Dengue, além de um caso notificado de Chikungunya. Até o momento, não há registro de Zika neste início de ano.
O cenário reforça a necessidade de atenção redobrada, especialmente após o balanço consolidado de 2025, divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), que apontou a Chikungunya como a arbovirose de maior impacto na capital no ano passado.
Ao comparar os dados do início de 2026 com o mesmo período do ano passado, o cenário mostra que, apesar de 2026 começar em estado de alerta, os números atuais ainda são menores do que os registrados no começo de 2025.
De acordo com o Boletim DCZ da Secretaria Municipal de Saúde, até a 2ª semana epidemiológica de 2025, Cuiabá já havia registrado 107 casos notificados de dengue, sendo 72 confirmados, com uma média de aproximadamente 53 notificações por semana. Naquele período, não havia registros de casos notificados ou confirmados de Chikungunya e Zika.
Já em 2026, na primeira semana epidemiológica, o município contabiliza sete notificações de dengue e um caso notificado de Chikungunya, sem registros de Zika até o momento.
Em 2025, foram 11.134 casos notificados de Chikungunya, sendo 10.920 confirmados, além de 29 óbitos confirmados e outros nove em investigação, com incidência de 1.234,6 casos por 100 mil habitantes. No mesmo período, a dengue registrou 2.171 notificações e 1.580 casos confirmados, com um óbito ainda em investigação, enquanto a Zika teve baixa circulação, com 15 notificações e 12 confirmações.
Mesmo tendo apresentado números menores que a Chikungunya em 2025, a dengue segue sendo uma das maiores preocupações das autoridades de saúde, especialmente pelo risco de evolução para formas graves da doença, que podem causar complicações e até levar ao óbito. O registro de uma morte logo no início de 2026 acende um sinal de alerta e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.
Além do monitoramento epidemiológico, a Secretaria Municipal de Saúde também acompanha de perto o impacto das arboviroses na rede de Atenção Primária. Entre os dias 16 de outubro de 2025 e 14 de janeiro de 2026, as Unidades Básicas de Saúde de Cuiabá realizaram 155 atendimentos relacionados a dengue e chikungunya.
Do total de atendimentos, 71% dos pacientes são do sexo feminino e 29% do sexo masculino. A maioria das pessoas procurou as unidades por demanda espontânea (63%), seguida por consultas agendadas (33%) e atendimentos de urgência (4%).
Regiões Norte e Leste concentram maior número de casos:
A distribuição geográfica dos atendimentos mostra que algumas regiões da cidade estão sob maior pressão. A Clínica da Família, na Regional Norte, lidera o número de registros, com 16 atendimentos no período analisado.
As unidades com maior volume de casos foram:
– Clínica da Família (Norte): 16 atendimentos
– USF Pedregal (Leste): 10 atendimentos
– USF Campo Velho (Leste): 9 atendimentos
– USF Jardim Industriário (Sul): 9 atendimentos
– USF Jardim Florianópolis (Norte): 8 atendimentos
Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que as regiões Norte e Leste devem receber atenção especial, com intensificação das ações de combate ao mosquito e eliminação de criadouros.
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, já intensificou as ações de campo para conter a proliferação do mosquito. Somente na primeira semana de 2026, foram vistoriados 24.852 imóveis, com 3.102 depósitos tratados e 484 criadouros eliminados. Ao longo de 2025, o trabalho foi ainda mais amplo, com a vistoria de mais de 1 milhão de imóveis em toda a capital.
Além disso, o município atualizou o Plano de Contingência para 2026, que agora também inclui a vigilância para Febre do Oropouche e Febre Amarela, ampliando a capacidade de resposta frente a possíveis emergências em saúde pública.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a principal forma de combate ao Aedes aegypti continua sendo a eliminação dos criadouros. O ciclo de vida do mosquito, do ovo até a fase adulta, leva de 7 a 10 dias, o que torna fundamental a inspeção semanal de casas, quintais e locais de trabalho.
A orientação é simples: reserve 10 minutos por semana para verificar pratos de plantas, garrafas, pneus, calhas, caixas d’água e qualquer recipiente que possa acumular água. Essa atitude simples é capaz de interromper o ciclo do mosquito e salvar vidas.
Fonte: gazetadigital






