Os preços do açúcar cristal seguem em alta no mercado paulista e completaram a 14ª semana consecutiva de valorização. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), essa é a sequência mais longa de aumentos semanais desde 2020, embora o ritmo de alta tenha perdido força na última semana.
Entre os fatores que influenciam o mercado estão as condições climáticas nas principais regiões produtoras e as decisões das usinas sobre o destino da cana-de-açúcar durante a safra.
Chuvas preocupam setor sucroenergético
De acordo com o Cepea, as chuvas continuam preocupando os agentes do setor, principalmente pelos possíveis impactos sobre o ritmo de moagem da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil.
O excesso de precipitações pode dificultar as operações no campo e nas unidades industriais, afetando o processamento da matéria-prima e a dinâmica de oferta do açúcar.
Além das condições climáticas, o maior direcionamento da cana para a produção de etanol ao longo da safra tem limitado a fabricação do adoçante. A decisão das usinas sobre a distribuição da matéria-prima entre açúcar e biocombustível é um dos fatores que influenciam a disponibilidade do produto no mercado.
Ritmo de valorização perde força
Apesar da sequência prolongada de altas, a desaceleração observada na última semana indica que os preços não avançaram no mesmo ritmo dos períodos anteriores.
O comportamento do mercado continua condicionado à evolução das chuvas, ao andamento da moagem no Centro-Sul e às estratégias adotadas pelas usinas para definir o mix de produção entre açúcar e etanol.
A continuidade desse cenário poderá influenciar a oferta do produto e o comportamento das cotações nas próximas semanas.
As informações são do Cepea, referência no acompanhamento de preços e indicadores do agronegócio brasileiro.
Fonte: cenariomt






