O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reuniu-se nesta terça-feira (10) com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, para tratar de um impasse territorial que envolve a construção do novo Hospital Universitário Júlio Müller. O foco da discussão é a lei estadual que redefiniu os limites da região, transferindo a área da unidade de saúde para o município de Santo Antônio de Leverger. Abilio defende a revogação da norma e a permanência do hospital sob a jurisdição de Cuiabá, alegando que a mudança pode comprometer a gestão financeira e a rapidez na entrega da obra, prevista para este ano.
O principal argumento da prefeitura da capital reside na “gestão plena” do sistema de saúde que Cuiabá possui. Segundo o prefeito, esse modelo administrativo oferece maior respaldo junto ao Ministério da Saúde e facilita a execução de contratos complexos de prestação de serviços. A preocupação é que Santo Antônio de Leverger, por ser um município de menor porte, encontre dificuldades burocráticas e financeiras para gerir uma estrutura universitária desse tamanho, o que poderia gerar atrasos operacionais no atendimento à população.
Representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a direção do hospital também acompanharam a reunião e reforçaram o ponto de vista técnico. O superintendente do Júlio Müller, Reinaldo Gaspar, destacou que a estrutura administrativa da capital já está madura e adaptada às necessidades da unidade, garantindo uma segurança maior para a manutenção dos serviços de alta complexidade. Para as instituições de ensino e saúde, a continuidade sob a gestão de Cuiabá minimiza os riscos de instabilidade jurídica no momento da inauguração.
O diálogo entre os entes políticos continuará nos próximos dias para que um consenso seja alcançado até o fim de fevereiro. Uma nova rodada de conversas está marcada para esta sexta-feira, incluindo a participação da prefeitura de Santo Antônio de Leverger e da reitoria da UFMT. O objetivo dos deputados estaduais e dos gestores municipais é garantir que o conflito de limites territoriais no Morro de Santo Antônio não se torne um obstáculo para o início das atividades do hospital, que é considerado essencial para a rede de saúde de todo o estado.
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Fonte: cenariomt






