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Exército de Lula lança canal de denúncias para proteger povos indígenas ameaçados

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Exército do Lula se une para proteger povos indígenas ameaçados e divulga canal de denúncias

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Exército do Lula se une para proteger povos indígenas ameaçados após as eleições. Casas queimadas, homicídios e ameaça de envenenar a água que eles bebem. – Fotos: Apib / 342amazonia

O Exército do Lula entrou em campo novamente, agora para ajudar a proteger povos indígenas ameaçados após a reeleição do presidente Lula. O deputado federal André Janones (Avante-MG) mobilizou os 10,5  milhões de apoiadores no WhatsApp para divulgar um canal de denúncias do Ministério dos Povos Indígenas e incentivar a população a denunciar casos de violência e intimidação contra as comunidades ancestrais.

Em Mato Grosso do Sul, integrantes dos povos Guarani e Kaiowá denunciaram ameaças de morte e até de envenenamento da água consumida pelas comunidades (vídeo abaixo). O governo identificou até quarta-feira (28) 45 ocorrências de violência com possível motivação política no país, envolvendo 47 vítimas. Entre os dez assassinatos registrados no levantamento preliminar, três vítimas eram indígenas.

A mobilização do Exército do Lula ocorre depois que o governo federal anunciou a força-tarefa envolvendo três ministérios e acionou a Polícia Federal para investigar ameaças, agressões e as denúncias de homicídio de indígenas após o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25).

Janones convoca Exército do Lula para ajudar

A iniciativa de Janones foi divulgada nas redes sociais e ganhou apoio de perfis que participaram da mobilização digital pela reeleição de Lula. Uma publicação do perfil 342amazonia, que divulgou a convocação, ultrapassou 139 mil curtidas e teve dezenas de milhares de compartilhamentos, segundo os números exibidos na postagem.

A mensagem pede que os apoiadores ajudem a fazer o canal de denúncias chegar ao maior número possível de pessoas, principalmente às comunidades indígenas que enfrentam ameaças.

O objetivo é ampliar a divulgação dos meios de atendimento para que vítimas e testemunhas possam relatar casos de violência e solicitar providências às autoridades.

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Ameaças de envenenar a água dos indígenas

Um dos episódios mais graves denunciados ocorreu em Tacuru, no Mato Grosso do Sul. Áudios atribuídos a servidores municipais sugeriam colocar veneno na água utilizada por comunidades indígenas, em uma suposta retaliação ao resultado das eleições presidenciais.

A prefeitura afastou servidores citados no caso e abriu procedimento administrativo. O Ministério Público Federal também passou a apurar as denúncias e cobrou esclarecimentos sobre as medidas de proteção às comunidades.

Há ainda relatos de atropelamento intencional, ameaças de morte, intimidações e tentativas de impedir indígenas de votar. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), pelo menos cinco mortes de indígenas na região estavam sob investigação. A relação desses crimes com o resultado eleitoral ainda precisa ser esclarecida.

Governo Lula cria força-tarefa e aciona a Polícia Federal

Os ministérios dos Povos Indígenas, dos Direitos Humanos e da Cidadania e da Igualdade Racial estão trabalhando juntos para reunir denúncias, identificar suspeitos e encaminhar os casos aos órgãos responsáveis.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, informou que uma equipe foi designada para receber e encaminhar os relatos. Segundo ele, alguns casos já enviados à Polícia Federal resultaram na abertura de inquéritos.

A Funai também acompanha a situação, mantém contato com lideranças indígenas e atua em articulação com o Ministério Público Federal. Em nota oficial, os três ministérios afirmaram que divergências políticas não podem justificar violência, intimidação ou ameaças à vida de quem pensa diferente.

Como denunciar ameaças contra povos indígenas

Qualquer pessoa que tenha conhecimento de ameaças, agressões, discriminação ou outras violações de direitos humanos contra povos indígenas pode denunciar, mesmo sem ser vítima direta.

O Exército do Lula divulgou o canal de denúncias do MPI: (11) 982025433.

O canal oficial do governo federal é o Disque 100, gratuito e disponível 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados.

Também é possível denunciar pelo WhatsApp (61) 99611-0100, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, ou pela plataforma Fala.BR.

As denúncias podem ser anônimas e recebem um número de protocolo para acompanhamento. Os relatos são encaminhados aos órgãos competentes para apuração.

O Ministério dos Povos Indígenas também recebe denúncias pela Ouvidoria, no e-mail [email protected].

O governo informou que continuará acompanhando os casos de violência política, enquanto a Polícia Federal e o Ministério Público investigam os responsáveis pelas ameaças às comunidades.

Assista ao vídeo do homem que pede para envenenar a água dos indígenas:

Veja o incêndio na casa da liderança espiritual indígena no MS:

 

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Fonte: sonoticiaboa

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