Sete noites a bordo do EXPLORA I com a mala desfeita uma única vez. Mudar de país sem mudar de hotel tem um quê de magia. Desfiz a mala em Barcelona e só voltei a fechá-la sete noites depois, quando desembarquei novamente na capital catalã. Nesse intervalo, vieram Ibiza, Menorca, Sardenha e Saint-Tropez. Eu saía para conhecer outra cidade, às vezes outro país, e no fim do dia voltava como quem volta para casa, para a mesma cama, para as roupas penduradas no closet desde o primeiro dia. Sem check-out, sem check-in e, principalmente, sem aquela operação de guerra que é fazer caber tudo de novo na mala.
E essa casa tem casco azul-marinho, o que, num porto cheio de navios alvíssimos, é como chegar de pretinho básico a uma festa em que todo mundo veio de branco. É para o EXPLORA I que as câmeras apontam primeiro, atraídas pelo azul profundo e pelo desenho dourado da marca no alto. Uma escolha estética que também exige manutenção constante, já que o azul-escuro evidencia qualquer marca de sal ou desgaste. No cais de Barcelona, porém, o casco brilhava impecável. Essa maravilha, sobre a qual conto a seguir, integra a frota de sete navios de luxo da Explora Journeys, marca de cruzeiros de alto padrão do grupo MSC. A partir de janeiro de 2027, a companhia terá itinerários pelo Brasil – e ouso dizer que o EXPLORA I está entre os candidatos a navio mais luxuoso a navegar pelo nosso litoral.
Entre uma escala e outra, havia tempo para aproveitar o navio. O Ocean Wellness, por exemplo, reúne 11 salas de tratamento, sauna finlandesa, hammam e, pasmem, uma caverna de sal do Himalaia, espreguiçadeiras de mármore aquecidas e uma cachoeira de gelo para os corajosos – esta última parece ter sido inventada por alguém convencido de que um pouco de sofrimento faz bem à saúde. Explorei as instalações e ainda reservei um tempo para uma massagem relaxante, daquelas que fazem a gente perder completamente a noção do tempo.
O mais curioso é dividir o navio com aproximadamente 900 hóspedes, distribuídos em 461 suítes (chamar de cabine seria insensatez), e quase não esbarrar em ninguém. Muitas vezes caminhei pelos decks sem cruzar com uma alma. Sentava na primeira espreguiçadeira que aparecia, sem precisar caçar vaga, e sempre encontrava um canto quieto para ler ou simplesmente ficar olhando o mar. Nada daquela disputa territorial em que uma toalha estendida às sete da manhã passa a valer como escritura de propriedade.
A Explora Journeys chama essa filosofia de “ocean state of mind”: a ideia de que viajar não é apenas acumular destinos, mas também aproveitar o tempo entre eles. O mercado adora conceituar sensações que a gente poderia simplesmente chamar de férias bem vividas. Mas, depois de alguns dias a bordo, comecei a entender o que a companhia queria dizer.
O navio trabalha com uma proporção anunciada de 1,25 hóspede por funcionário, um número que ajuda a explicar a disponibilidade do serviço ao longo da viagem. Uma matemática que, vista do lado de quem está de férias, faz muito sentido.
São quatro piscinas aquecidas, jacuzzis voltadas para o mar aberto e uma infinidade de lugares para se acomodar ao sol. A Astern Pool fica no deck 5, quase rente à água, com a borda infinita voltada para o rastro branco formado pela propulsão do navio. A Atoll, cinco andares acima, também se debruça sobre a popa. A Conservatory tem um teto de vidro que se fecha quando o tempo vira e, à noite, se transforma em cinema. Lá na proa, no deck 12, a Helios é reservada aos adultos – que delícia foi tomar drinques sem precisar desviar dos respingos de crianças.
Foi à beira de uma das piscinas que, em duas ocasiões, vi as pessoas começarem a se alvoroçar e apontar para o mar. Eram golfinhos, grupos inteiros acompanhando o navio. Os biólogos chamam esse comportamento de wake riding — wake significa “esteira”, o rastro deixado na água, que os golfinhos surfam sem demonstrar o menor interesse pela comoção que provocam.
Acabei passando boa parte do tempo na varanda da suíte, presente em todas as acomodações. Foi ali que criei o hábito de tomar café da manhã, sempre servido com pontualidade suíça. Quando o navio estava atracado, as gaivotas davam rasantes, com a confiança de quem já sabia que ali tinha croissant. Eu tomava o café lá fora, dividindo a manhã com elas. Em muitos portos, a orla era coalhada de beach clubs. Eu ficava ali, só escutando, e na hora de dormir muitas vezes deixava a porta aberta para a brisa entrar junto com a trilha sonora. Em Ibiza, adormeci com a ilha fervendo lá fora, sem a mínima vontade de arredar o pé da minha cabine.
A Ocean Terrace Suite, primeira categoria de acomodação do EXPLORA I, tem cerca de 35 metros quadrados, com cama king size, closet e banheiro de mármore com piso aquecido. Os mimos incluem secador Dyson, binóculos e carregador sem fio na mesa de cabeceira. Uma categoria de entrada que faria muita suíte de hotel em terra firme tremer de vergonha. Quem quiser sonhar mais alto tem a Owner’s Residence, no deck 8, a maior acomodação a bordo, com 280 metros quadrados. O terraço ocupa toda a largura da popa e abriga uma mesa de jantar para oito pessoas e uma hidromassagem de borda infinita. É a suíte ideal para quem considera viajar pelo Mediterrâneo uma delícia, mas não abre mão de receber convidados para jantar.
Os prazeres a bordo
O EXPLORA I foi pensado também para os intervalos entre um destino e outro. No Astern Lounge há mesa de sinuca e jogos. Há ainda espaços para palestras, um grande bar central e o Malt Whisky Bar, no deck 11, com uma seleção de whiskies raros, umidor climatizado para armazenar charutos e um terraço ao ar livre reservado aos apreciadores de um bom Cohiba acompanhado de um single malt. Tão chic! Fiquei imaginando que seria a locação perfeita para um filme na linha Cidadão Kane.
A academia interna, claro, tem vista para o mar. Do lado de fora, os decks oferecem estação de treino ao ar livre, pista de corrida e quadra de pickleball e basquete. Seis voltas e meia na pista somam aproximadamente 1,6 quilômetro. Uma ótima oportunidade para se exercitar contemplando o Mediterrâneo. Acabei frequentando a academia menos do que gostaria. Os restaurantes a bordo também disputavam minha atenção e, convenhamos, eram mais convincentes.
Festim a qualquer hora
Aqui ninguém passa fome, nem se quiser. O serviço de quarto funciona 24 horas sem cobrança extra, o Emporium Marketplace serve café da manhã, almoço e jantar, e o Crema Café fica aberto o dia todo, com cafés preparados por baristas e uma vitrine de doces que vai dos cannelés aos pastéis de nata. Perto da piscina coberta, ainda há uma gelateria com crepes. No fim da tarde, o chá é servido no Explora Lounge, na proa, com o mar ocupando a janela inteira. A essa altura, a ideia de fazer apenas três refeições por dia quase beira o mau gosto.
São seis restaurantes, cinco deles incluídos na tarifa. O Sakura é o mais disputado, com cerejeiras pendendo do teto, que rendem fotos lindas, e um cardápio que passeia pela Ásia entre sushi, sashimi e pratos quentes. Há também um balcão para o preparo dos crus. Vale pedir um saquê e deixar a escolha por conta do sommelier. No Marble & Co. Grill, as carnes descansam na câmara de maturação, expostas como bolsas numa vitrine da Place Vendôme. A iluminação é baixa, as conversas discretas e a adega merece atenção.
O Fil Rouge segue por outro caminho, de toalha branca e talher pesado, com serviço tout à fait. É também onde se toma um café da manhã com cara de hotel parisiense, daqueles em que até passar manteiga no pão parece exigir elegância. O Med Yacht Club atravessa o Mediterrâneo inteiro, da Itália ao Norte da África, com muito peixe, massa e pratos para dividir.
Já chamar o Emporium de bufê seria sacrilégio. Ali há estações de massa fresca, pizza, sushi, queijos e charcutaria, com cozinheiros preparando os pratos diante dos hóspedes. A refeição pode ser mais rápida e informal, mas o cuidado com os ingredientes e o preparo não fica atrás dos outros restaurantes. À noite, vale pegar uma taça de champanhe e seguir para o raw bar, onde ostras e patas de caranguejo desfilam no balcão.
O Anthology é o restaurante de alta gastronomia do navio, cobrado à parte. Já recebeu como chef convidado o italiano Mauro Uliassi, dono de três estrelas Michelin, e hoje serve um menu de sete tempos assinado por Franck Garanger, francês que comanda a cozinha dos navios Explora. Depois do jantar, eu sempre terminava a noite no Sky Bar, no deck 14, o último do navio, com um drinque, música ao vivo e as estrelas cuidando do resto.
Arte, design e compras a bordo
O britânico Martin Francis, que integrou a equipe de design do EXPLORA I, também participou do projeto do Motor Yacht A, o superiate desenhado por Philippe Starck, famoso pela proa invertida e pela aparência futurista. No EXPLORA I, a proposta foi aproximar o desenho exterior do universo dos superiates. Os corredores e ambientes internos seguem a mesma inspiração, com materiais, iluminação e proporções que se afastam da estética tradicional dos grandes navios de cruzeiro. Nada de tentar impressionar o passageiro com um átrio de shopping center ou uma escadaria que parece ter sido encomendada para uma cerimônia de premiação.
Pelos ambientes do EXPLORA I, encontram-se esculturas de Yves Dana e obras de Yinka Shonibare. A galeria do navio já exibiu também trabalhos de Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Um andar abaixo, no deck 4, estão as boutiques da Rolex, Cartier, Panerai e Piaget. Arte e relógios suíços convivem sem conflitos. O único risco é sair para apreciar uma escultura e voltar com uma despesa que não estava no orçamento.
O balé dos rebocadores
Assistir às manobras de entrada nos portos acabou se tornando um dos meus rituais a bordo. Um gigante de 248 metros entrando no porto, acompanhado por barquinhos que, perto dele, parecem de brinquedo. São os rebocadores, embarcações compactas e extremamente potentes. Dependendo do modelo, um rebocador de cerca de 30 metros pode ter motores com mais de 3.000 cavalos de potência e capacidade de tração superior a 100 toneladas.
Eles funcionam como freio e volante ao mesmo tempo. Enquanto um empurra a proa para controlar o movimento, outro atua na popa e ajuda o navio a girar. Às vezes entra um terceiro para ajustar a posição do casco em relação ao cais, enquanto os cabos são preparados para a amarração. Cada movimento é coordenado por rádio com o prático, profissional que conhece as características do porto, as correntes, as condições locais de navegação e embarca para auxiliar o comandante nas manobras. Da varanda, acompanhava cada movimento, impressionada com a precisão daqueles barcos tão pequenos diante do EXPLORA I. Era quase uma coreografia, embora ali um passo errado certamente não pudesse ser resolvido com um sorriso para a plateia.
Cada porto, um cardápio
Em alguns portos, o EXPLORA I atracava diretamente no cais, facilitando o desembarque. Em outros, permanecia fundeado, e o trajeto até o porto era feito de tender, um barco fechado que mais parece um pequeno submarino. O tender vai e volta ao longo do período previsto para a escala, permitindo que cada um organize o tempo em terra. Se bater o calor ou der vontade de aproveitar a piscina, basta consultar o horário da próxima embarcação e voltar.
Em toda parada há um cardápio de opções. Dá para montar a viagem do seu jeito, alternando dias de passeio cultural, um beach club ou uma visita a um palácio. A dificuldade não é encontrar o que fazer. É escolher uma coisa e aceitar, com alguma maturidade, que as outras vão ficar para uma próxima viagem.
Em Ibiza, minha escolha foi passar o dia no descolado Beso Beach, em Ses Salines, com suas mesas de madeira sob coberturas de palha, pinheiros ao redor e os pés quase na areia. Depois, ainda deu tempo de circular pela cidade, entrar nas lojinhas e subir pelas ruelas de Dalt Vila, o centro histórico cercado por muralhas, de onde se avista o porto. Ibiza tem essa vantagem: permite passar o dia inteiro sem entrar numa boate e ainda assim voltar convencida de que se aproveitou muito bem a ilha.
Em Menorca, fui conhecer Ciutadella, a antiga capital da ilha, com suas ruas estreitas, palácios de pedra e um pequeno porto cercado de restaurantes com mesas coloridas ao ar livre. Um lugar onde caminhar sem destino parece um programa perfeitamente respeitável, sobretudo quando o passeio termina numa mesa à beira do porto.
Na Sardenha, o dia foi cultural. Alghero guarda uma herança catalã que remonta ao século XIV, quando a Coroa de Aragão conquistou a cidade. Essa história continua presente nas muralhas medievais, na arquitetura e até na língua local. Nas ruelas, dezenas de lojinhas expõem os famosos corais vermelhos entre cerâmicas coloridas. Não por acaso, esse trecho do litoral é conhecido como Riviera do Coral. Durante séculos, o coral retirado daquelas águas trouxe riqueza à cidade e deu origem a um artesanato que ainda ocupa as vitrines do centro histórico. Antes de voltar ao navio, fomos nadar numa prainha de pedras colada às muralhas, de água transparente e calma. O difícil foi entrar e sair do mar, tentando manter o equilíbrio sobre as pedras, redondas e muito escorregadias. Houve braços abertos, passos desajeitados e muita risada.
Em Saint-Tropez, meu grupo se dividiu. Os outros seguiram para o Domaine Bertaud Belieu, em Gassin, uma vinícola cujas origens remontam a 1340 e que concentra cerca de 80% de sua produção nos rosés. Eu troquei o rosé pelo mar, sem culpa. Passei a manhã num catamarã pela costa, com paradas para mergulho. Não tenho nada contra um bom rosé provençal, mas naquele dia o Mediterrâneo venceu por larga vantagem.
Monte Carlo, em Mônaco, foi a escala mais longa. Quem prefere história tem o Palácio do Príncipe, no alto do Rocher, mas eu, fiel às minhas prioridades, fui comer. Realidade: o valor da conta é bastante condizente com o PIB do lugar. Do navio, segui para o recém-inaugurado La Vigie Zanoni Monte-Carlo, encravado em uma península e cercado pelo Mediterrâneo. À frente da cozinha está o chef italiano Simone Zanoni, também responsável pelo Le George, no Four Seasons Hotel George V, em Paris, e pelo L’Italien, no La Mamounia, em Marrakech. A cozinha é italiana, com pratos que valorizam os ingredientes mediterrâneos, e a mesa fica de frente para o mar. Uma vista dessas tem a vantagem de tornar até a espera entre os pratos um programa.
A tarde continuou no Monte-Carlo Beach Club, inaugurado em 1929, que neste verão ganhou uma nova cara pelas mãos da grife Jacquemus. Guarda-sóis e espreguiçadeiras amarelas cercam a histórica piscina olímpica de água do mar, com o Mediterrâneo azulão ao fundo. Em Mônaco, até os guarda-sóis têm assinatura de estilista. Depois de um almoço longo, fiquei por lá a tarde inteira, entre um mergulho e outro.
À noite, Mônaco iluminada foi ficando para trás, com as luzes dos edifícios espalhadas pela encosta e o porto cada vez mais distante. Fiquei um bom tempo na varanda, acompanhando a saída do navio. No dia seguinte, teríamos um dia inteiro de navegação pelo Mediterrâneo. Só em Barcelona, sete noites depois, voltei a fechar a mala.
EXPLORA I no Brasil
A partir de janeiro de 2027 e ao longo de 2028, o EXPLORA I fará uma série de viagens pelo Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. A viagem inaugural, de 19 noites, sai de Miami no dia 29 de janeiro e chega em Manaus no dia 17 de fevereiro de 2027 (R$ 62.625 por adulto). Entre os roteiros que passam por aqui está uma viagem de sete noites que parte em 21 de dezembro de 2027 entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Paraty, Ilhabela e Punta del Este (R$22.425 por adulto). Depois de deixar a costa brasileira, o EXPLORA I segue em direção ao extremo sul do continente. Os roteiros incluem Puerto Madryn, Ushuaia e outros destinos da Patagônia, além do Canal de Beagle, Puerto Williams, Punta Arenas e Cabo Horn. Saiba mais
GUIA PRÁTICO
Quanto custa
Sete noites de Monte Carlo a Barcelona, para junho de 2027, custa a partir de € 4.460 por pessoa. O preço muda conforme a suíte, a data, o roteiro e a antecedência. Promoções podem aparecer, então vale pedir uma cotação atualizada à companhia pelo site ou com o seu agente de viagens.
O que está incluído
O pacote inclui acomodação, refeições em todos os restaurantes (exceto o Anthology), além do serviço de quarto 24 horas. Há uma ampla seleção de bebidas incluídas, como vinho, champanhe, destilados premium, cafés especiais e refrigerantes, inclusive pedidos na suíte. Wi-Fi e gorjetas já estão incluídos no pacote. A academia e a área termal do Ocean Wellness são de uso livre. Em algumas escalas, há transporte gratuito do porto até a cidade.
O que é pago à parte
No Anthology, o menu degustação custa € 165 por pessoa, e a harmonização de vinhos sai por mais € 70 (valores podem mudar). Tratamentos no spa são cobrados, assim como as excursões em terra. Na adega, os rótulos excepcionais têm seu preço.
Melhor época
Maio, junho e setembro costumam ter temperaturas agradáveis e destinos menos lotados. Para pegar praia, prefira junho ou setembro. Julho e agosto são os meses mais quentes e disputados do verão europeu.
Como chegar saindo do Brasil
A LATAM opera voos diretos de Guarulhos a Barcelona, com duração aproximada de 10h30. Quem sai de outras cidades brasileiras encontra voos com conexão. Chegue pelo menos um dia antes do embarque. Antes de comprar a passagem, confira em que porto o roteiro começa e termina, porque isso muda de uma viagem para outra.
Documentos
Brasileiros não precisam de visto para turismo no Espaço Schengen. O passaporte precisa estar válido pelo menos três meses após a data prevista de saída da Europa. O sistema europeu de entrada e saída EES começou a ser implantado em outubro de 2025 e prevê o registro biométrico de viajantes de fora da União Europeia – o processo pode ter longas filas. Confira as exigências oficiais antes de embarcar, pois regras e cronogramas podem mudar.
Reservas e roteiros
A Explora Journeys oferece diferentes roteiros pelo Mediterrâneo, com durações e escalas variadas. Excursões podem ser reservadas antes da viagem, conforme a disponibilidade. Em determinadas ofertas Sky & Sea, o pacote pode incluir voos de ida e volta, traslados privativos e uma noite de hotel antes do embarque, quando prevista nas condições da tarifa. Informações e reservas
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Fonte: viagemeturismo






