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Lua e Plêiades: As Estrelas se Encontram nesta Terça-feira – Veja Como Assistir!

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A Lua e as Plêiades, conhecidas popularmente como as Sete Irmãs, aparecerão próximas no céu entre a noite desta terça-feira (27) e a madrugada de quarta-feira (28), em outubro de 2026. O fenômeno poderá ser observado de diferentes regiões do Brasil, desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis.

Segundo o calendário de observação astronômica da NASA, a aproximação aparente será visível na região da constelação de Touro. A melhor oportunidade para procurar o aglomerado será durante a noite, especialmente entre 21h e 23h, no horário de Brasília, embora a posição dos astros varie conforme a localização.

O principal desafio será o brilho da Lua, que estará com aproximadamente 98% do disco iluminado. Essa luminosidade pode esconder as estrelas menos brilhantes. Por isso, embora seja possível reconhecer as Plêiades a olho nu em condições favoráveis, o uso de binóculos poderá facilitar a observação.

Quando observar a Lua e as Plêiades

O encontro astronômico ocorre na passagem de terça-feira (27) para quarta-feira (28). Vistos da Terra, os dois objetos parecerão próximos, com uma separação aparente mínima de aproximadamente um grau, equivalente a cerca de duas vezes o diâmetro visual da Lua cheia.

Essa proximidade é resultado da perspectiva. A Lua e as estrelas das Plêiades não estarão fisicamente lado a lado no espaço. O horário exato e a distância aparente entre os objetos podem variar de acordo com a região de observação.

Confira as principais informações para acompanhar o fenômeno:

  • Data: noite de 27 para 28 de outubro de 2026.
  • Horário sugerido: entre 21h e 23h, no horário de Brasília.
  • Região do céu: leste, com posição variável conforme a cidade e o horário.
  • Aglomerado: Plêiades, também identificadas como M45.
  • Equipamento: observação a olho nu ou com binóculos.
  • Principal dificuldade: luminosidade intensa da Lua quase cheia.

O intervalo indicado serve como referência, não como garantia de visibilidade em todo o país. Nuvens, prédios, árvores e iluminação artificial podem prejudicar a observação.

Como observar o fenômeno no Brasil

Para localizar as Plêiades, procure primeiro a Lua e examine a região próxima a ela. O aglomerado aparece como um pequeno conjunto de estrelas, semelhante a um grupo compacto de pontos luminosos.

Escolha um local com pouca iluminação artificial e uma visão livre do horizonte leste e nordeste. A direção e a altura dos astros mudam conforme a latitude e o horário, por isso vale acompanhar o céu ao longo da noite.

Algumas medidas simples podem melhorar a experiência:

  • Procure um lugar afastado de postes, faróis e outras fontes intensas de luz.
  • Observe a Lua primeiro e busque o agrupamento estelar ao redor.
  • Use binóculos para distinguir estrelas que possam ficar ofuscadas.
  • Evite olhar para telas muito brilhantes durante a observação.
  • Se houver nuvens, tente novamente quando o céu abrir e os objetos ainda estiverem acima do horizonte.

Não é necessário utilizar um telescópio ou equipamento especializado. Também não são necessários filtros de proteção ocular para observar a Lua. A recomendação de proteção específica se aplica à observação direta do Sol, que exige cuidados próprios.

É possível ver as Sete Irmãs a olho nu?

Sim. Em condições favoráveis, as Plêiades podem ser vistas sem instrumentos. Entretanto, a Lua quase cheia deverá reduzir o contraste entre o aglomerado e o fundo do céu, dificultando a identificação de suas estrelas menos brilhantes.

O grupo costuma aparecer como cinco ou seis pontos luminosos para muitos observadores. Fotografias astronômicas podem revelar detalhes que não são percebidos a olho nu, incluindo uma nebulosidade azulada ao redor de algumas estrelas.

Em 27 de outubro, a iluminação lunar estará próxima de 98%, segundo os dados de fases da Lua apresentados no conteúdo de referência. A fase é gibosa minguante, pouco depois da Lua cheia, o que torna a observação das estrelas mais desafiadora.

O que são as Plêiades

As Plêiades formam um aglomerado aberto de estrelas localizado na constelação de Touro. O objeto também é conhecido como Messier 45 (M45) e reúne estrelas fisicamente associadas, originadas de uma mesma região de formação estelar.

O conjunto está a aproximadamente 430 a 440 anos-luz da Terra. Isso significa que a luz dessas estrelas leva mais de quatro séculos para chegar ao nosso planeta.

O nome Sete Irmãs vem da mitologia grega. Na tradição, as Plêiades eram as sete filhas de Atlas e Pleione: Maia, Electra, Taigete, Alcíone, Celeno, Estérope e Mérope. Outras culturas também criaram histórias próprias para explicar a aparência e a posição desse grupo no céu.

Apesar do nome, muitas pessoas identificam apenas cinco ou seis estrelas sem instrumentos. A quantidade visível depende da acuidade visual, da transparência da atmosfera, da poluição luminosa e do contraste do céu. Não há evidência de que uma sétima estrela tenha simplesmente desaparecido do aglomerado.

Estudo da NASA ampliou a região associada às Plêiades

Além de serem um dos conjuntos estelares mais conhecidos do céu, as Plêiades são importantes para pesquisas sobre a formação e a evolução das estrelas.

Em novembro de 2025, a NASA divulgou uma pesquisa baseada em observações do telescópio espacial TESS e em dados de outros observatórios. O estudo identificou milhares de estrelas candidatas a integrar uma estrutura mais extensa, denominada Complexo Maior das Plêiades.

Os resultados indicam que a região associada ao grupo pode ser aproximadamente três vezes maior do que se estimava anteriormente. A descoberta não significa que milhares de estrelas novas passaram a ser visíveis perto da Lua. Trata-se de uma ampliação do conhecimento científico sobre estrelas relacionadas por origem e movimento, distribuídas por uma área maior da galáxia.

Segundo a estimativa apresentada pela agência espacial, o aglomerado tradicional reúne cerca de mil estrelas e se formou há aproximadamente 100 milhões de anos, a partir de uma nuvem de gás e poeira.

Acontecerá uma ocultação lunar no Brasil?

O evento previsto para o Brasil é uma aproximação aparente entre a Lua e as Plêiades. Não há indicação de que a ocultação de estrelas do aglomerado seja visível no país durante essa passagem.

Uma aproximação ocorre quando dois objetos parecem próximos no céu. Já uma ocultação acontece quando a Lua passa diretamente à frente de uma estrela, bloqueando sua luz por algum tempo para observadores localizados em determinadas regiões da Terra.

As previsões para a passagem de 27 para 28 de outubro indicam ocultações de estrelas das Plêiades em partes do Hemisfério Norte, incluindo regiões da América do Norte e da Europa. Os horários e as áreas de visibilidade dependem da posição geográfica. Portanto, imagens de estrelas desaparecendo atrás do disco lunar em outros países não representam necessariamente o que será observado no Brasil.

Por que a Lua parece próxima das estrelas?

A diferença de distância entre os objetos explica o efeito visual. A Lua está, em média, a cerca de 384 mil quilômetros da Terra, enquanto as Plêiades ficam a centenas de anos-luz.

Como os objetos aparecem projetados sobre a mesma esfera celeste, podem parecer vizinhos durante algumas horas, apesar da enorme distância que os separa. A Lua muda de posição em relação às estrelas de fundo e completa uma volta em torno da Terra em aproximadamente 27,3 dias, considerando como referência as estrelas distantes.

Por isso, encontros semelhantes acontecem periodicamente. A aparência e a visibilidade mudam conforme a posição dos astros e a fase lunar. O fenômeno não é um eclipse, pois não envolve o alinhamento específico entre Sol, Terra e Lua necessário para produzir um eclipse solar ou lunar.

Como fotografar o encontro astronômico

Registrar a Lua e as Plêiades na mesma imagem pode ser difícil. O disco lunar é muito mais brilhante do que as estrelas do aglomerado, e a diferença de luminosidade pode fazer com que os pontos estelares desapareçam na fotografia.

Em celulares, reduzir a exposição pode ajudar a preservar os detalhes da Lua, mas também pode deixar as estrelas pouco visíveis. Uma câmera com ajustes manuais, lente de campo amplo e tripé oferece mais controle sobre o resultado.

Mesmo com equipamento adequado, registrar ao mesmo tempo os detalhes lunares e as estrelas mais fracas pode exigir técnicas diferentes de exposição e processamento. Em publicações jornalísticas, imagens compostas com exposições distintas devem ser identificadas como montagens. Fotografias feitas em outra data também não representam necessariamente a configuração real do céu durante o encontro.

Outros fenômenos astronômicos em outubro

A aproximação entre a Lua e as Plêiades acontece poucos dias depois do período de maior atividade das Orionídeas, chuva de meteoros associada aos detritos do cometa Halley.

Embora o pico já tenha passado, a chuva de meteoros continua ativa no início de novembro, com chances menores de observação. Para acompanhar as Plêiades em condições de contraste mais favoráveis, outra noite com menor luminosidade lunar e céu limpo poderá ser uma opção melhor do que a data do encontro.

O calendário de observação da NASA e os estudos científicos sobre o aglomerado ajudam a contextualizar o fenômeno. Para quem pretende observar o céu, a recomendação principal é escolher um local escuro, acompanhar as condições meteorológicas e considerar que a visibilidade varia de uma cidade para outra.

Fonte: cenariomt

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