Tecnologia

Chuva de Meteoros Orionídeas: Espetáculo Celestial da Passagem do Cometa Halley

Grupo do Whatsapp Cuiabá
2026

A chuva de meteoros Orionídeas poderá ser observada em todo o Brasil nas madrugadas de quarta-feira (21) e quinta-feira (22) de outubro de 2026. O fenômeno é provocado por partículas deixadas pelo cometa Halley e pode produzir 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais.

Segundo o Observatório Nacional, o período recomendado para acompanhar as Orionídeas começa por volta de 1h40 e segue até o amanhecer. A visibilidade depende de fatores como nuvens, iluminação artificial e brilho da Lua. Não é necessário usar telescópio ou binóculos para observar os rastros luminosos.

A International Meteor Organization (IMO) aponta 21 de outubro como a data de maior atividade. Já a NASA destaca a noite de 21 para 22 de outubro como parte do pico anual. Por isso, vale tentar observar nas duas madrugadas, especialmente depois que a Lua se puser.

Qual é o melhor horário para ver as Orionídeas?

A recomendação do Observatório Nacional é observar o céu entre aproximadamente 1h40 e o amanhecer. Essa faixa é uma referência geral, e não significa que o pico ocorrerá exatamente no mesmo horário em todas as cidades brasileiras.

A Lua estará crescente, com cerca de três quartos de seu disco iluminado. Esse brilho pode dificultar a identificação dos meteoros mais fracos, principalmente no início da noite. Depois do ocaso lunar, o céu tende a ficar mais favorável à observação.

O horário em que a Lua desaparece no horizonte varia conforme a localização. Por isso, consultar a previsão astronômica da cidade ajuda a escolher o melhor momento para acompanhar a chuva de meteoros.

Onde observar a chuva de meteoros no Brasil?

As Orionídeas poderão ser vistas de todas as regiões do país, desde que as condições meteorológicas permitam. De acordo com Marcelo De Cicco, coordenador do Projeto Exoss, parceiro do Observatório Nacional, as regiões Norte e Nordeste têm uma pequena vantagem geométrica, pois a constelação de Órion alcança uma posição mais elevada no céu.

Isso não impede a observação no Sudeste, Centro-Oeste ou Sul. Em qualquer estado, a ausência de nuvens, a baixa poluição luminosa e um horizonte livre são fatores importantes para aumentar as chances de ver os meteoros.

O radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem partir, fica próximo da estrela Betelgeuse, na constelação de Órion. As Três Marias também ajudam a identificar essa região. Para quem está no Brasil, uma orientação prática é ficar com os pés voltados para o nordeste e observar uma área ampla do céu.

Não é necessário olhar fixamente para Órion. Os rastros podem aparecer em diferentes direções, e observar uma área maior aumenta a possibilidade de acompanhar os fenômenos luminosos.

Como observar as Orionídeas sem telescópio?

A chuva de meteoros pode ser acompanhada a olho nu. Equipamentos ópticos não são necessários e podem limitar o campo de visão, dificultando a observação de rastros que atravessam rapidamente o céu.

  • Escolha um local escuro: prefira áreas seguras, afastadas de postes, fachadas iluminadas e trânsito intenso.
  • Confira a previsão do tempo: nuvens podem encobrir o fenômeno, mesmo durante o período de maior atividade.
  • Espere a Lua se pôr: a redução do brilho lunar melhora o contraste e favorece a identificação dos meteoros mais fracos.
  • Adapte os olhos à escuridão: fique cerca de 30 minutos sem olhar para telas brilhantes antes de começar a observação.
  • Observe o céu inteiro: uma manta no chão ou uma cadeira reclinável ajuda a acompanhar os rastros sem cansar o pescoço.

A NASA recomenda que observadores do Hemisfério Sul mantenham os pés voltados para o nordeste e contemplem a maior área possível do céu. Para perceber rastros aparentemente mais longos, também é possível direcionar o olhar para uma região afastada do radiante.

Quantos meteoros podem aparecer por hora?

A IMO estima uma taxa horária zenital de 20 ou mais meteoros no máximo das Orionídeas. Esse índice representa uma condição teórica de observação, com céu escuro, radiante elevado e condições ideais. Portanto, não significa que uma pessoa verá necessariamente essa quantidade por hora em qualquer cidade brasileira.

De acordo com a NASA, as partículas que provocam as Orionídeas entram na atmosfera terrestre a cerca de 66 quilômetros por segundo. A alta velocidade produz riscos luminosos rápidos, que podem deixar rastros persistentes por alguns instantes. Os fragmentos mais brilhantes podem gerar fenômenos semelhantes a bolas de fogo.

Por que a chuva de meteoros está ligada ao cometa Halley?

As Orionídeas acontecem quando a Terra atravessa uma região do espaço que contém poeira e pequenos fragmentos rochosos liberados pelo cometa Halley em passagens anteriores. Ao entrar na atmosfera, esse material aquece e produz os riscos luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

Esses pontos de luz não são estrelas caindo, nem indicam que o próprio cometa esteja passando perto da Terra em outubro de 2026. O espetáculo é resultado da interação entre os fragmentos e a atmosfera terrestre.

O Halley leva aproximadamente 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol. Sua última passagem pelo interior do Sistema Solar ocorreu em 1986, e o próximo retorno é esperado para 2061, segundo a NASA. Os detritos do mesmo cometa também dão origem às Eta Aquáridas, outra chuva anual de meteoros observada em maio.

A maioria das partículas envolvidas nesses eventos se desfaz durante a passagem pela atmosfera. Esse processo é diferente do impacto de objetos muito maiores, capazes de atingir a superfície e formar crateras, como as estruturas de impacto identificadas na Lua.

O que fazer se o céu estiver nublado?

Quem não conseguir observar as Orionídeas nas madrugadas de 21 e 22 de outubro ainda terá outras oportunidades. Conforme os calendários de 2026 da NASA e da IMO, a atividade da chuva se estende de 2 de outubro a 7 de novembro, embora a quantidade de meteoros esperada seja maior perto do pico.

Se houver previsão de nuvens na sua cidade, vale tentar novamente em outra noite com céu aberto. A escolha de um local escuro e a consulta ao horário do ocaso da Lua também podem melhorar a experiência.

Perguntas frequentes sobre as Orionídeas

Quando será o pico da chuva de meteoros em 2026?

A IMO indica 21 de outubro como data de maior atividade. A NASA destaca a noite de 21 para 22 de outubro. As duas madrugadas são boas oportunidades para tentar observar o fenômeno no Brasil.

Qual é o melhor horário para observar?

O Observatório Nacional recomenda acompanhar o céu aproximadamente das 1h40 até o amanhecer. A visibilidade tende a melhorar depois que a Lua se põe, em horário que varia conforme a cidade.

É possível ver os meteoros em uma cidade?

Sim. As Orionídeas podem ser vistas em áreas urbanas, mas a iluminação artificial reduz a quantidade de rastros perceptíveis. Um local escuro, com céu aberto, oferece condições melhores.

O cometa Halley ficará visível em outubro de 2026?

Não. O fenômeno esperado é a passagem de fragmentos antigos do cometa pela atmosfera terrestre. O próximo retorno do próprio Halley ao interior do Sistema Solar está previsto para 2061.

CenárioMT Fases da Lua

Horários no fuso de Brasília · orientação do hemisfério sul

Calculando…

Aguarde…

LINHA DO TEMPOHOJE
HOJE+30D+60D

PRÓXIMAS FASES

Fonte: cenariomt

Sobre o autor

Redação

Estamos empenhados em estabelecer uma comunidade ativa e solidária que possa impulsionar mudanças positivas na sociedade.