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Juíza levanta sigilo de ação contra marido acusado de matar empresária: júri nesta terça-feira.

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2026

– A juíza Monica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou a retirada do sigilo do processo contra Jackson Pinto da Silva, acusado de matar a esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, em maio deste ano, na Capital.

Jackson será levado a júri popular nesta terça-feira (20), às 9h, no Fórum de Cuiabá. Ele responde por feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

A decisão atende a pedidos do Ministério Público Estadual (MPE) e do assistente de acusação, que solicitaram a publicidade dos autos diante da proximidade do julgamento.

Na decisão, a magistrada explicou que o sigilo havia sido decretado em razão da natureza do crime e da necessidade de preservar a intimidade da vítima.

No entanto, destacou que a publicidade é uma das características do Tribunal do Júri e que a manutenção do segredo de justiça seria incompatível com a realização de uma sessão aberta ao público. “Por isso, a manutenção do sigilo integral dos autos é incompatível com a realização do julgamento em sessão pública”, afirmou.

Apesar da liberação do processo, a juíza determinou que seja mantida a proteção à identidade da vítima durante a tramitação e o julgamento.

“Portanto, o levantamento do segredo de justiça não afasta a proteção legal conferida ao nome da ofendida, que deve ser observada na tramitação do feito e na sessão de julgamento”, ressaltou.

O crime

Segundo a denúncia do Ministério Público, Jackson matou a esposa na manhã de 4 de maio de 2026, dentro da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, na Capital.

A acusação aponta que ele utilizou uma braçadeira de nylon para asfixiar a vítima enquanto ela dormia, impedindo qualquer possibilidade de defesa.

O Ministério Público sustenta que o crime teve motivação patrimonial. Após a morte da esposa, Jackson teria realizado movimentações financeiras para obter acesso ao patrimônio dela, incluindo uma transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para a própria conta.

Ainda conforme a denúncia, o acusado transportou o corpo até outro imóvel pertencente à esposa, também localizado no bairro Parque Cuiabá.

Para esconder o cadáver, ele teria contratado previamente um serviço de escavação, sob a justificativa de que pretendia construir uma fossa. O buraco, no entanto, teria sido utilizado para enterrar o corpo.

As investigações também apontaram que Jackson tentou dificultar a descoberta do crime ao procurar a polícia e registrar uma ocorrência comunicando falsamente o desaparecimento da esposa.

A conduta resultou na acusação de comunicação falsa de crime, além das imputações de feminicídio e ocultação de cadáver.

Fonte: odocumento

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