A Ilha de Jeju é um dos destinos turísticos mais famosos da Ásia – e, na Coreia do Sul, um dos lugares mais procurados pelos habitantes do país para curtir a praia e passar as férias. Com clima predominantemente subtropical, o território localizado no Estreito da Coreia também atrai muitos visitantes do Japão e de Taiwan, especialmente nos meses propícios ao veraneio, entre julho e agosto.
Entre as belezas naturais, os tubos de lava dessa ilha vulcânica são classificados como um Patrimônio Mundial da Unesco desde 2007. Além das paisagens vulcânicas e praias paradisíacas, Jeju também atrai por seus templos históricos e uma rica cultura local.
Paisagens naturais
As paisagens vulcânicas são um dos principais destaques da ilha. Entre elas está o Monte Hallasan, ou Halla, o ponto mais alto da Coreia do Sul com 1.950 metros de altitude. O vulcão já não está mais em atividade e possui um lago de águas cristalinas em seu cume. Além da vista de cima do Hallasan, a graça do passeio está na jornada, com uma trilha – longa e íngreme – que permite chegar ao topo da montanha.
Outro vulcão fica na montanha de Seongsan Ilchulbong, no extremo leste da ilha. Aqui, também é possível fazer uma trilha para subir, o que leva entre 30 e 50 minutos para vencer seus 182 metros, que entregam uma vista panorâmica do oceano e seu nascer do sol de tirar o fôlego.
Quem deseja conhecer os famosos tubos de lava não pode deixar de visitar a Caverna Manjanggul. Dos 13 quilômetros de extensão – um dos maiores sistemas de tubos de lava do mundo – apenas um está aberto para visitação.
Para os amantes de praia, a ilha também não decepciona: ela abriga praias de areia branca e águas cristalinas como Hyeopjae, Hamdeok, Geumneuung e Sehwa. Entre as belezas naturais da região também estão as cachoeiras. A cachoeira Jeongbang, que fica em Seogwipo, ao sul de Jeju, é a única da Ásia em que a queda d’água cai diretamente no mar (a cidade de Seogwipo, por sinal, adquiriu fama global através do esporte como uma das sedes da Copa do Mundo de 2002, quando recebeu quatro partidas do torneio, incluindo Brasil 4×0 China, na fase de grupos).
Quem deseja unir todas essas paisagens em um só passeio pode se programar para fazer as Trilhas Olle: uma rede de 21 rotas interligadas que contorna toda a ilha. Os caminhos somam 436 quilômetros e passam por formações rochosas, praias e fazendas.
Cultura
As Haenyeo, também chamadas de Sereias de Jeju, são elemento central na cultura da ilha. Elas são mulheres que praticam a pesca mergulhando em apneia, isto é, sem tanques de oxigênio. As Haenyeo mergulham até 20 metros para coletar abalones (um tipo de molusco), mariscos e algas. Essa tradição é reconhecida pela Unesco como Patrimônio Imaterial da Humanidade e também é símbolo da autonomia da ilha. Para conhecer mais sobre elas, vale uma visita ao Museu Haenyeo de Jeju.
Ao circular pela ilha você provavelmente verá alguma das Dol-Harbang, chamadas de “Estátuas dos Avós”. São esculturas em pedra vulcânica que estão espalhadas ao longo de toda a ilha que, para os habitantes, simbolizam guardiãs espirituais, atraindo proteção e fertilidade.
Também vale a pena experimentar a gastronomia típica de Jeju, como o churrasco de porco preto, o mingau dos abalone pescados pelas Haenyeo e as famosas tangerinas Hallabong.
Os templos budistas de Jeju também merecem uma visita: unindo a espiritualidade às paisagens vulcânicas e costeiras, pois muitos deles estão à beira-mar. O templo Yakcheonsa fica em Seogwipo e é um dos maiores da Ásia. Em seu salão principal está uma estátua de Buda, feita em madeira, com três andares de altura.
Jeju é famosa, além disso, pelos museus temáticos, como o Jeju Loveland, parque temático com cerca de 140 esculturas eróticas. O Museu dos Ursinhos de Pelúcia e o Parque Labirinto Gimnyeong estão entre os museus inusitados da ilha.
Fonte: viagemeturismo





