Paris e Milão tiveram um fim de semana de tensão, com manifestações contra o aumento do custo de vida e a precariedade dos serviços públicos que terminaram em confrontos com a polícia, saques e danos ao patrimônio. Os episódios afetaram áreas centrais frequentadas por turistas, provocaram o fechamento temporário de estações de metrô e levaram estabelecimentos comerciais a interromper o atendimento.
Os protestos de sábado (17) reuniram cerca de 550 mil pessoas em diferentes cidades francesas, segundo as autoridades. Na capital, a polícia contabilizou aproximadamente 110 mil participantes. Embora a maior parte das manifestações tenha sido pacífica, grupos entraram em confronto com a polícia, depredaram lojas e incendiaram objetos nas ruas. A polícia disse ter realizado 855 detenções na região parisiense.
No domingo (18), os sinais dos confrontos ainda eram visíveis em áreas centrais da capital francesa, incluindo a região da Place de la République, onde havia vitrines quebradas, pedras soltas e destroços. A prefeitura também manifestou solidariedade aos comerciantes afetados pelos danos e saques.
A mobilidade também foi afetada. No sábado, estações de metrô e de trem urbano foram fechadas preventivamente por determinação policial em razão das manifestações. Entre elas estavam Charles de Gaulle-Étoile, Argentine e George V, na região dos Champs-Élysées. A medida interferiu nos deslocamentos de moradores e visitantes que circulavam pela capital.
Em Milão, turistas deixaram o entorno do Duomo
Em Milão, os confrontos se concentraram em áreas do centro histórico, especialmente nas imediações da Piazza del Duomo e da Galleria Vittorio Emanuele II, conhecida pelas lojas de luxo. Na tarde de sábado, manifestantes atiraram pedras e outros objetos contra a polícia, que recorreu a gás lacrimogêneo. Lojas fecharam as portas e turistas deixaram a região. A estação Duomo do metrô foi temporariamente fechada.
A violência continuou no domingo, quando grupos quebraram vitrines, incendiaram lixeiras e saquearam estabelecimentos perto da praça central. A polícia voltou a utilizar gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar os manifestantes. No balanço dos confrontos iniciados no sábado, 28 manifestantes haviam sido presos em diferentes cidades do norte da Itália, entre elas Milão, Bolonha, Bréscia, Bérgamo e Turim.
O impacto chegou também ao comércio de luxo. Na segunda-feira (19), lojas da Via Montenapoleone, uma das ruas mais conhecidas do circuito de compras de alto padrão de Milão, fecharam mais cedo e protegeram as vitrines para evitar novos danos.
O que muda para quem está viajando?
Até o momento, os relatos disponíveis apontam principalmente para impactos localizados: alterações temporárias no transporte público, restrições de acesso a determinadas áreas, lojas fechadas e danos em ruas e estabelecimentos.
Para quem está em Paris ou Milão, a recomendação é acompanhar os avisos das autoridades e das empresas de transporte antes de sair, especialmente quando o roteiro inclui grandes praças, áreas comerciais centrais ou locais anunciados como pontos de concentração de manifestantes.
Também vale conferir diretamente com lojas, restaurantes e atrações se o funcionamento foi alterado. Em situações como as deste fim de semana, os impactos tendem a variar conforme o bairro e o horário, e não significam necessariamente que a cidade inteira esteja inacessível.
Fonte: viagemeturismo





