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Acolhimento e entrega de guloseimas para filhos de mulheres custodiadas: ação da Sejus-MT na Penitenciária Ana Maria do Couto May

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2026

A Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) realizou, no sábado (10), uma ação de acolhimento para filhos e netos de mulheres custodiadas na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. A iniciativa, promovida em alusão ao Dia das Crianças, incluiu a entrega de lanches e kits de guloseimas durante as visitas familiares, conforme informações divulgadas pela secretaria.

A atividade buscou fortalecer os vínculos entre as mulheres privadas de liberdade e seus familiares. A proposta também foi oferecer às crianças um ambiente de acolhimento durante o encontro com mães e avós, considerando os impactos que o encarceramento pode ter na convivência e nas relações familiares.

Acolhimento busca preservar vínculos familiares

A diretora da unidade prisional, Keily Adriana Arruda Marques, explicou que a ação foi organizada para amenizar os efeitos do contexto prisional sobre as experiências vividas pelas crianças. Segundo ela, a iniciativa não pretende minimizar a realidade do cárcere, mas oferecer condições para que os encontros familiares sejam conduzidos com atenção e responsabilidade social.

“Não como forma de romantizar o cárcere, mas sim de tentar atenuar os efeitos negativos que essas circunstâncias podem causar na construção de memórias dessas crianças”, afirmou a diretora, ao destacar o compromisso institucional da Sejus com ações de caráter social.

O acolhimento de filhos e netos de mulheres custodiadas também chama a atenção para os efeitos da privação de liberdade sobre pessoas que não cumprem pena, mas enfrentam mudanças na rotina e na convivência com familiares. Nesse contexto, iniciativas de aproximação podem criar oportunidades de contato e contribuir para a preservação dos laços afetivos.

Mães reencontram filhos após anos de separação

A coordenadora da Educação da penitenciária, Margaret Anderson de Oliveira, destacou que a preparação envolveu diferentes profissionais da unidade, incluindo a direção, a equipe de educação e a assistência social. O trabalho foi organizado antecipadamente para proporcionar um momento de convivência entre as mulheres custodiadas e seus familiares.

De acordo com Margaret, algumas mães estavam há quatro ou oito anos sem contato presencial com os filhos. A coordenadora ressaltou que a atividade foi planejada para oferecer acolhimento às famílias e tornar o encontro uma experiência significativa para as crianças e para as mulheres privadas de liberdade.

Uma das participantes, identificada pelas iniciais M. S. de A., relatou a emoção de rever os filhos após oito anos sem encontrá-los presencialmente. Ela afirmou que estava feliz com a oportunidade e mencionou que o trabalho na oficina de costura da unidade permitiu preparar presentes para as crianças.

O relato evidencia uma das situações vividas por famílias afetadas pelo encarceramento: a interrupção prolongada do convívio presencial. Embora cada caso tenha suas particularidades, a distância pode tornar datas comemorativas e visitas momentos especialmente importantes para a manutenção dos vínculos familiares.

Unidade prevê outras atividades em outubro

Além da programação pelo Dia das Crianças, a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May prevê outras atividades ao longo de outubro. Segundo a coordenação da Educação, estão previstas iniciativas relacionadas à campanha Outubro Rosa, com ações diferenciadas a cada semana para as mulheres custodiadas.

A realização dessas atividades integra as ações sociais desenvolvidas na unidade. No caso do acolhimento familiar, a proposta é conciliar os procedimentos do ambiente prisional com oportunidades de convivência entre as mulheres privadas de liberdade e seus parentes, respeitando as condições institucionais aplicáveis às visitas.

Por que os vínculos familiares importam?

A manutenção dos laços familiares durante o cumprimento de pena é um aspecto relevante da assistência às pessoas privadas de liberdade. A Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) prevê, entre os direitos das pessoas presas, a visita do cônjuge, da companheira, de parentes e de amigos em dias determinados, conforme as regras legais e administrativas aplicáveis.

Esse direito não elimina os controles necessários à segurança das unidades prisionais. As visitas seguem procedimentos próprios, e sua realização depende das normas que regulamentam o acesso e a permanência de familiares nesses espaços.

No caso da ação promovida pela Sejus-MT, a entrega de lanches e kits de guloseimas foi acompanhada de uma proposta de acolhimento para filhos e netos de mulheres custodiadas. A iniciativa colocou em evidência a importância de considerar também as necessidades das crianças que convivem com os efeitos da prisão de um familiar.

O CenárioMT apresenta as informações com base no relato institucional da Sejus-MT e nas declarações das profissionais envolvidas na atividade. Familiares que desejam obter informações sobre visitas e ações da unidade devem procurar os canais oficiais da secretaria para consultar as orientações atualizadas.

Reportagem baseada em informações e declarações divulgadas pela Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT). Foto: Keuri Lopes/Sejus-MT.

Fonte: cenariomt

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