O candidato do PL ainda pode ampliar seus palanques estaduais Brasil afora com a adesão de governadores que evitaram se posicionar nacionalmente durante a campanha estadual. Entre os governadores que apoiaram Flávio estão:
O grupo também inclui:
Cleitinho e Pivetta declararam voto em Flávio mesmo sem terem recebido apoio formal do candidato ou do PL em suas campanhas estaduais. Daniel Vilela (MDB-GO) apoiou Ronaldo Caiado (PSD), que ficou fora do segundo turno presidencial. Nesta segunda-feira (5), Vilela confirmou que ele e Caiado anunciarão nesta terça-feira (6), em Goiânia, apoio a Flávio.
Do outro lado, cinco governadores eleitos no primeiro turno apoiaram Lula (PT): Jerônimo Rodrigues (PT-BA), Elmano de Freitas (PT-CE), Rafael Fonteles (PT-PI), Fábio Mitidieri (PSD-SE) e Lucas Ribeiro (PP-PB). Todos são do Nordeste.
Governadores oscilam entre apoio a Flávio e neutralidade
Outros quatro governadores — JHC (PSDB-AL), Eduardo Braide (PSD-MA), Dr. Furlan (PSD-AP) e Raquel Lyra (PSD-PE) — não declararam apoio a nenhum dos dois candidatos.
Cientista político do Insper, Adriano Cerqueira avalia que além de governadores, partidos e candidatos do centrão devem aderir à campanha do PL. O movimento inclui nomes como Ciro Nogueira (PP), Arthur Lira (PP) e ACM Neto (União Brasil).
“O Centrão não formalizou o apoio no primeiro turno e agora viu a dimensão que teve o movimento da direita”, afirmou. “No segundo turno, a tendência é eles apoiarem o Flávio Bolsonaro.”
Já Adriano Oliveira, cientista político da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), acredita que a tendência de alguns estados é manter a neutralidade. “Vejo que existe uma tendência nesse instante dos partidos declararem independência, neutralidade em virtude da disputa que ainda é acirrada”, afirmou.
“Obviamente que Flávio aparentemente leva vantagem em conquistar os apoios de outros partidos. Todavia, Kassab (PSD) [presidente nacional do partido] já declarou que ficará neutro”, pontuou Oliveira.
JHC é visto como possível aliado
Entre os quatro neutros, JHC é um dos nomes que aparecem com mais força nas articulações para uma adesão a Flávio. O governador eleito de Alagoas havia recebido apoio de Flávio durante a campanha estadual, mas deixou de lado a reciprocidade e não declarou o voto no candidato do PL no primeiro turno.
Mesmo após o resultado, JHC evitou tomar partido. “Vamos reunir o nosso grupo político para discutir, com o resultado das eleições de Alagoas, o posicionamento sobre as eleições nacionais. Tudo isso será discutido no momento oportuno junto com o grupo de maneira democrática”, afirmou nesta segunda-feira (5).
A possibilidade de uma adesão é defendida publicamente por integrantes do campo bolsonarista no estado. “Tenho certeza de que ele vai anunciar o voto para Flávio Bolsonaro”, afirmou o deputado estadual Cabo Bebeto (PL).
Furlan na mira do PL; Lyra confirma neutralidade
No Amapá, Dr. Furlan (PSD) foi eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos [https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/amapa/resultado-eleicoes-amapa-dr-furlan-eleito-governador/], sem apoiar nenhum candidato à Presidência. No entanto, sua coligação, reunindo Novo, PSD, Podemos e PL, apoiou a candidatura da esposa dele, Rayssa Furlan, ao Senado. A campanha de Flávio vê chances de aproximação, já que a vice-governadora eleita de Furlan, Luciana Gurgel, é do PL.
Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) foi explícita sobre a neutralidade. Nesta segunda-feira (5), reafirmou que manterá a posição de não apoiar nenhum dos dois candidatos. “Vou manter minha coerência. A gente disse o tempo inteiro que o mais importante de tudo é a gente ter Pernambuco forte”.
Porém, Lyra fez questão de preservar a relação institucional com Lula. “Sou muito grata ao presidente Lula. Nunca escondi isso, de forma nenhuma, muito pelo contrário”, disse. A governadora também afirmou que pretende manter parcerias com o governo federal.
Maranhão: porta aberta para Lula ou Flávio
No Maranhão, Eduardo Braide (PSD) mantém a porta aberta para os dois lados. O governador eleito já havia se aproximado do PT durante as articulações para a eleição estadual. Em dezembro de 2025, Braide se reuniu em Brasília com o então presidente nacional do PT, Edinho Silva, acompanhado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, em conversas sobre uma possível aliança.
Em março de 2026, o UOL registrou que Braide vinha fazendo elogios a Lula e que o PT discutia a possibilidade de formar um palanque com o então prefeito de São Luís. A aproximação, porém, não se consolidou em apoio presidencial formal.
O cenário maranhense, entretanto, tem elementos que aproximam parte da estrutura política de Braide do campo de Flávio. Lahesio Bonfim (Novo), eleito senador pela coligação de Braide e apoiado pela família Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira que fará campanha para Flávio no segundo turno.
Braide, eleito governador com 54,02% dos votos válidos [https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/maranhao/resultado-eleicoes-maranhao-eduardo-braide-eleito/], voltou a evitar um posicionamento sobre a disputa presidencial. “Braide é o povo, o povo do Maranhão”, respondeu quando questionado. Também afirmou que sua prioridade imediata é montar a equipe do governo e que pretende manter uma boa relação institucional com quem vencer a eleição presidencial.
Fonte: gazetadopovo





