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Cesta básica em Cuiabá: queda de preços após alta de 3 semanas, confira os números

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2026

Depois de três semanas consecutivas de alta, o preço da cesta básica voltou a cair em Cuiabá. O custo médio passou de R$ 900,16 para R$ 889,63, uma redução de 1,17% em uma semana, segundo boletim divulgado nesta quarta-feira (23) pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT).

Apesar do alívio no bolso nesta semana, os alimentos continuam pesando mais no orçamento do que há um ano. O valor atual da cesta está 13,19% acima dos R$ 785,97 registrados no mesmo período de 2025. Na prática, são R$ 103,66 a mais para adquirir o conjunto de produtos.

Entre os itens que mais contribuíram para a redução estão tomate, batata e café. O tomate apresentou a maior queda, de 8,88%, e passou a custar, em média, R$ 10,99 o quilo. Mesmo com o recuo, porém, o produto ainda está 93,96% mais caro que no mesmo período do ano passado.

Segundo a análise do IPF-MT, as temperaturas mais amenas provocadas pelas chuvas atrasaram a maturação do tomate e restringiram a oferta. Ainda assim, os preços elevados podem ter dificultado o escoamento da produção, contribuindo para a redução observada nesta semana.

A batata também ficou mais barata, com redução de 3,73%, chegando ao preço médio de R$ 7,39 o quilo. A queda estaria relacionada à diminuição das chuvas nas regiões produtoras, que permitiu a retomada das colheitas e ampliou a oferta. Mesmo assim, o preço ainda está 129,31% acima do observado no mesmo período de 2025.

Já o café caiu 2,67% na semana e atingiu preço médio de R$ 27,38 por 500 gramas. Diferentemente do tomate e da batata, o produto está mais barato também na comparação anual: o valor atual é 22,59% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Nem tudo ficou mais barato

Enquanto alguns produtos puxaram a cesta para baixo, outros ficaram mais caros. O açúcar apresentou a maior alta percentual da semana, de 1,95%. Também subiram o óleo de soja (0,76%), a banana (0,56%), o pão francês (0,50%), o arroz (0,27%), a carne bovina (0,21%) e o leite (0,20%). A manteiga permaneceu estável.

No caso do açúcar, o boletim aponta que a elevação pode estar associada à menor oferta nos canaviais, diante da redução da produtividade, além do direcionamento de parte da produção para a fabricação de etanol.

Já para a banana, o clima seco e as temperaturas elevadas podem estar aumentando os custos de transporte, posteriormente repassados ao consumidor.

Fonte: primeirapagina

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