O estudante Miguel Barossi Bavaresco, de Mato Grosso, embarcou para a Alemanha, onde vai morar e estudar durante um ano por meio de um programa de intercâmbio do Rotary. A experiência começou ainda em casa: meses antes da viagem, a família recebeu um jovem alemão por três meses, convivência que aproximou Miguel da cultura do país que agora será seu novo lar.
A viagem pelo programa de intercâmbio de jovens do Rotary colocou Miguel diante de uma rotina completamente nova: conexão aérea, imigração em um aeroporto alemão, novo idioma, família anfitriã e um ano longe de casa.
Para a mãe, a apreensão começou ainda antes do embarque e só deu lugar ao alívio depois da primeira videochamada do filho, já na Alemanha.
“Brinco que voltei a respirar”, contou. “Estávamos apreensivos com a ida, por todo o percurso de aeroporto, imigração em um aeroporto alemão, troca de aeronave. É aquela angústia de mãe que embarca o filho pela primeira vez.”
Miguel chegou ao país, segundo a família, e foi recebido pela família anfitriã e por integrantes do Rotary. Na ligação, ele contou que havia conseguido cumprir sozinho todas as etapas da viagem.
Estudante começou intercâmbio dentro de casa
A Alemanha não era apenas um destino distante para Miguel. No ano passado, a família recebeu em casa, por três meses, um intercambista alemão que participava do programa do Rotary.
A convivência permitiu uma troca de experiências, com apresentações sobre Mato Grosso e conversas sobre a cultura alemã. Foi nesse período que o adolescente passou a se interessar pela possibilidade de estudar fora do Brasil.
O desejo de participar de um intercâmbio, porém, havia surgido entre os 13 e 14 anos. A família diz que sempre apoiou a ideia e que a inspiração também veio da madrinha de Miguel, Melisa Andrade, que viveu uma experiência semelhante pelo Rotary há quase 30 anos.
“Com os anos veio uma maturidade, um entendimento e novas trocas com a madrinha, que, de uma forma leve e motivacional, mostrou o quanto o intercâmbio traz de aprendizado, não só da língua, mas das vivências”, afirmou a mãe.
No fim de março, veio a confirmação de que a Alemanha seria o país de destino. Miguel passou a incluir aulas de alemão na rotina de estudos e também enfrentou as etapas documentais e treinamentos exigidos pelo programa.
A escolha por Alpen também foi comemorada pela família, que torcia para que ele fosse para uma cidade menor, no interior do país.
Para Rodrigo Oliveira, presidente do Rotary Club Rondonópolis Leste – Distrito 4440, Miguel deve retornar à cidade com a missão de compartilhar a experiência vivida no intercâmbio e incentivar outros jovens a participarem do programa YEP.
Despedida no aeroporto
Na despedida, a alegria do adolescente ajudou a mãe a conter a emoção. Ela conta que Miguel embarcou decidido e encorajado a enfrentar uma cultura diferente e um idioma ainda novo para ele.
“Quando ele virou as costas e partiu, nosso sentimento é de que deixamos um filho no aeroporto e iremos buscar outro daqui a um ano, com certeza mais maduro, mais independente, cheio de novos sonhos e experiências”, disse.
A mãe afirma que a saudade existe, mas tenta olhar para a autonomia que o filho começa a construir fora do Brasil.
“Não é fácil, mas tento não me apegar à saudade e, sim, à alegria de vê-lo vivendo tudo isso. Ver que ele dá conta da saudade, toma decisões, faz amigos, conhece outra cultura e se adapta em tantas coisas me deixa muito orgulhosa e feliz.”
Tênis na nova rotina
Entre os itens levados por Miguel para a Alemanha estava a raquete de tênis. O esporte faz parte da vida dele desde os 3 anos de idade e sempre foi incentivado pelo pai, que também pratica.
O adolescente já começou a frequentar aulas e um clube de tênis em Alpen. Para a família, manter o esporte na rotina ajuda a aproximá-lo de uma atividade que faz parte de sua história, mesmo do outro lado do oceano.
A expectativa é que, além do domínio do idioma, Miguel retorne ao Brasil com novas habilidades e mais confiança para enfrentar desafios.
Segundo a mãe, ele já demonstrava mudanças antes mesmo do embarque. “Está mais focado e comprometido.”
O programa de intercâmbio de jovens do Rotary é voltado a adolescentes de 15 a 19 anos e prevê a convivência com famílias anfitriãs, além da experiência escolar e cultural no país de destino.
Fonte: primeirapagina





