O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) destinou R$ 3 milhões em emenda parlamentar para a saúde de Primavera do Leste, onde uma clínica de oxigenoterapia hiperbárica havia sido criada por seu próprio filho, Diógenes Fagundes, em sociedade com o médico Éder Veggi. O senador Carlos Fávaro (PSD) também destinou R$ 4,5 milhões para a realização do mesmo tipo de tratamento, elevando a R$ 7,5 milhões o volume de recursos previstos para o serviço.
As destinações foram oficializadas em 13 de novembro de 2025, três meses depois de Diógenes deixar a sociedade. A clínica, no entanto, permaneceu sob o controle de seu antigo parceiro comercial, Éder Veggi, que também é proprietário de outra empresa do setor.
O caso levanta questionamentos sobre um possível conflito de interesses na destinação das emendas, especialmente pela relação familiar entre Wellington e um dos fundadores da clínica. A existência do vínculo societário, por si só, não comprova irregularidade na aplicação dos recursos.
A empresa Hiperbárica Primavera do Leste Ltda., registrada sob o CNPJ 54.066.110/0001-85, foi aberta em 26 de fevereiro de 2024, com sede na Avenida Minas Gerais, número 356. Atualmente, o quadro societário cadastrado reúne Éder Veggi e a Hiperbárica Rondonópolis I Ltda.
Conforme as informações apresentadas no levantamento, Diógenes ingressou no empreendimento por meio da Conecta Consultoria e Participações Ltda., ficando com 75% da sociedade, enquanto Veggi detinha os outros 25%.
A saída do filho do senador ocorreu em 1º de agosto de 2025, mesma data em que, segundo o levantamento, o Consórcio Regional de Saúde Sul (Coress/MT) firmou contrato de R$ 597.990 com a Hiperbárica Rondonópolis I Ltda. para a realização de procedimentos de oxigenoterapia hiperbárica.
Fonte: Olhar Direto





