Um estudo internacional liderado pelo cientista Florian Ulrich Jehn analisou quais países poderiam apresentar melhores condições para resistir a eventos catastróficos globais capazes de provocar impactos simultâneos em várias regiões do planeta. Publicada na revista científica Global Challenges, a pesquisa reuniu evidências sobre riscos globais extremos e apontou os territórios mais resilientes.
O levantamento concentrou-se em três cenários principais: a redução extrema da luz solar (causada por inverno nuclear, erupções vulcânicas ou impacto de asteroides), a perda generalizada de infraestrutura tecnológica (provocada por ataques cibernéticos ou tempestades geomagnéticas) e graves ameaças biológicas como pandemias.
🇦🇺 Austrália: O único país resiliente aos três cenários
A Austrália destacou-se como o único território avaliado que apresentou condições de resiliência simultânea diante dos três grupos de ameaças estudados.
- Vantagem geográfica: Por ser uma ilha isolada de grandes centros populacionais do planeta, o país teria facilidade para controlar suas fronteiras e conter a propagação de agentes infecciosos em crises biológicas.
- Autossuficiência: O território conta com grande extensão territorial, diversidade climática, forte capacidade de produção de alimentos, além de reservas estratégicas de minerais, combustíveis fósseis e uma sólida base industrial doméstica.
🇳🇿 Nova Zelândia: Vantagens agrícolas, mas com vulnerabilidades
A Nova Zelândia também figurou entre os territórios mais bem preparados, combinando isolamento geográfico, forte produção agrícola e instituições governamentais estáveis.
- Produção de alimentos: O país produz alimentos em larga escala e conta com recursos locais, como reservas de fósforo no solo e produção de fertilizantes, que ajudariam a manter a agricultura em crises prolongadas.
- Desafios logísticos: A estrutura industrial é menor que a australiana, gerando forte dependência de importações de combustíveis, medicamentos e tecnologia avançada. Caso as rotas internacionais fossem cortadas, o isolamento dificultaria o recebimento de ajuda externa.
🇯🇵 Japão: Potência tecnológica refém do comércio exterior
O Japão obteve avaliações positivas nos três grupos de risco analisados devido à sua extrema capacidade industrial, tecnológica e de gestão de emergências.
- Infraestrutura e sistemas: O país possui sistemas avançados de monitoramento para desastres, alta capacidade de fabricação de equipamentos complexos e um sistema de saúde altamente estruturado.
- Vulnerabilidade externa: O calcanhar de Aquiles japonês é a dependência do comércio exterior. Com recursos naturais limitados, o país precisa importar energia, matérias-primas e grande parte dos alimentos que consome.
🇨🇭 Suíça: Estabilidade institucional e energia limpa
A Suíça completa o grupo de territórios apontados com alta resiliência graças à solidez de suas estruturas internas e à geografia.
- Modelo descentralizado: O país destaca-se por baixos níveis de corrupção, estabilidade política e uma administração descentralizada que evita a paralisação total em caso de falhas pontuais.
- Independência energética: Uma parcela expressiva de sua eletricidade é gerada por usinas hidrelétricas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados para manter a rede funcionando.
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Fonte: cenariomt





