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ONU inicia Assembleia-Geral com foco em restaurar confiança internacional

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2026

A 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) começa nesta terça-feira (8), em Nova York, sob o tema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação”. A sessão será a última de António Guterres à frente da organização como secretário-geral.

Ao longo do mês, a Assembleia-Geral reunirá líderes mundiais na sede da ONU com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional, impulsionar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e estimular ações coletivas em favor da paz, da dignidade, da igualdade e da preservação do planeta.

A sucessão de Guterres deverá ocupar espaço central na agenda. O atual secretário-geral deixará o cargo no fim de dezembro, após cumprir dois mandatos consecutivos de cinco anos.

Na abertura da nova sessão, Guterres comandará pela última vez o início dos trabalhos. Na ocasião, o então ministro dos Negócios Estrangeiros de Bangladesh, Khalilur Rahman, assumirá a presidência da Assembleia-Geral. Seu mandato terá duração de um ano, até setembro de 2027, e seguirá o tema “Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos”.

Um dos principais compromissos da programação será o “Momento ODS”, marcado para 18 de setembro. O encontro deverá tratar de iniciativas transformadoras em âmbito global e nacional e de medidas para acelerar o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estabelecidos pela Assembleia-Geral com metas a serem alcançadas até 2030.

Outro destaque será o Debate Geral de Alto Nível, previsto para ocorrer de 22 a 28 de setembro. O encontro deverá reunir dezenas de chefes de Estado e de Governo, que apresentarão suas posições e prioridades diante dos principais desafios internacionais.

Entre os líderes esperados estão os presidentes do Brasil, dos Estados Unidos e da Ucrânia, além do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e do ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov. Por tradição, o Brasil será o primeiro país a discursar no debate.

De acordo com o calendário provisório fornecido pela ONU, Portugal será representado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro.

Em 23 de setembro, Guterres promoverá uma Cimeira do Clima. A reunião reunirá representantes das principais economias, países desenvolvidos e em desenvolvimento, nações vulneráveis e grandes produtores e consumidores de energia. A intenção é ampliar a cooperação internacional diante do avanço da crise climática.

Também no dia 23 ocorrerá uma reunião de alto nível pelos 40 anos da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, documento associado à busca por maior dignidade humana, liberdade, igualdade e justiça.

No dia 24, uma reunião de alto nível sobre a elevação do nível do mar reunirá líderes, especialistas e outras partes interessadas para discutir os riscos crescentes relacionados ao fenômeno.

Já em 25 de setembro, está prevista uma reunião voltada à prevenção, preparação e resposta a pandemias. O encontro deverá resultar em uma declaração política orientada para ações concretas, construída por consenso durante negociações intergovernamentais.

Em 28 de setembro, será realizado um encontro de alto nível para marcar o 25º aniversário da Declaração e do Programa de Ação de Durban, iniciativa internacional voltada à promoção da justiça e da igualdade racial.

No dia 29, a Assembleia-Geral realizará uma reunião plenária anual de alto nível para marcar e promover o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, considerado pela ONU uma prioridade máxima na área do desarmamento.

A 81ª Assembleia-Geral da ONU ocorre em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, conflitos, dificuldades de financiamento para o desenvolvimento e para a própria organização, transformações tecnológicas aceleradas e o avanço do aquecimento global.

A Assembleia-Geral reúne os 193 Estados-membros da ONU em condições de igualdade e exerce função representativa. O principal órgão decisório em questões de segurança internacional é o Conselho de Segurança, que possui cinco membros permanentes — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia — com direito de veto.

Quando a ONU foi criada, em 1945, após a Segunda Guerra Mundial, a organização contava com 51 países-membros.

Crédito das informações: Agência Brasil.

Fonte: cenariomt

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